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Alexandre Takara

 
Alexandre Takara

Educação Inclusiva

movimento hip-hop

 

Alpharrabio Edições
(16 x 23 cm, 192 pp.)

 

Esta obra propõe-se a mostrar as contribuições do movimento hip-hop para a educação emancipadora e inclusiva . E a emancipação e a inclusão se farão pelo estabelecimento de conexões entre o que está isolado e desunido. A conexão leva à solidariedade e ao encantamento do mundo , pois ela aproxima pessoas , comunidades e instituições ( como a escola ). O elemento fundador é a empatia . Eu e você . Eu me reconheço em você e você se reconhece em mim    mas isso não significa que eu seja igual a você . Ao contrário , ressalta o direito de ser diferente . A afirmação de Terena , líder indígena , é lapidar : “ Eu posso ser quem você é, sem deixar de ser quem sou”. A periferia, onde mora a maioria dos excluídos e membros do movimento hip-hop, precisa de grupos de apoio para sustentar a sua utopia de emancipação e de inclusão . E a escola deve ser um desses suportes. A psicologia clínica será de grande valia na medida em que oferece subsídios para a fundamentação teórica e para estratégias .

Nada é superior e mais digno do que a existência humana . O bem-estar do homem é o grande critério. E essa questão passa pela questão de virtude    virtude no sentido de realizações das potencialidades exclusivas do homem: ser o que ainda não é, mas virá a ser . Esse processo requer cuidado e, segundo Leonardo Boff, cuidado ganha a dimensão ética . E um dos fundamentos dessa dimensão é a escuta sensível . E escutar significa estar atento para ouvir . O prefixo e (e ex) dá sentido e movimento ao verbo: de dentro para fora . Preciso estar preparado por dentro para ouvir o outro . E estar preparado significa estados de empatia e de alteridade . Assim , a escuta sensível é um trabalho sobre si mesmo preparar-se para ouvir .

 


 

Semeador de Lembranças

Alpharrabio Edições

“Alexandre Takara, protagonista de O Semeador de Lembranças, é o cronista que observa sua relação com o mundo, cronista de si mesmo. Aplica suas conjecturas ao mundo e finda por submeter este a seus contornos subjetivos. Fala das próprias dúvidas, duvida da própria fala.”

in História da Literatura 
em Santo
André um ensaio através do tempo, Tarso de Melo, 2001

 

Além da Prosaica Realidade (quase diário / 1999)

Alpharrabio Edições
(16 x 23 cm, 200 pp.)

 

"O imaginário do Grande ABC durante 1999 registrado e refletido por mais de uma dezena de ângulos: este é o resultado do projeto de diarização do último ano antes do tão esperado 2000, a que se dedicaram, 
de início, 20 agentes culturais do Grande ABC, entre escritores, jornalistas e outros,
dos quais 8 concluíram integralmente a tarefa
 e 5, em parte.

A idéia inicial surgiu a partir da empreitada de Antonio Possidonio Sampaio, em 1992, quando se comprometeu, talvez apenas consigo mesmo, a registrar diariamente os acontecimentos culturais, políticos e de seu cotidiano na Região, do que resultou o livro ABC Cotidiano - Cotidiário, lançado no ano seguinte, cuja intenção serviu de modelo para o trabalho desenvolvido durante 1999 por outros autores.

À Alpharrabio Edições – nascida, justamente, com a publicação de ABC Cotidiano, e desde sempre comprometida a dar à luz o que de melhor produzem os escritores da Região – não poderia ocorrer motivo de maior empolgação do que ter à sua disposição um ABC retratado caleidoscopicamente em diários ficcionais, jornalísticos, memorialísticos, críticos, poéticos e tudo o mais que a comprovada e atenta criatividade desses diaristas alcançou no dia-a-dia das cidades em que vivemos."

 

 

 

Alexandre Takara paulista de Promissão, nasceu em 4 de junho de 1931. Filho de imigrantes japoneses, morou na roça, onde aprendeu as coisas simples da vida: alegrar-se com uma flor, acompanhar o vôo de uma borboleta ou de um pássaro e contemplar as estrelas.

A miséria arrancou-o da vida bucólica e lançou-o com a família na vida turbulenta de São Paulo, à procura de melhores dias. Isso em 1946. Foi, sucessivamente, faxineiro de fábrica, entregador de jornais, vendedor ambulante de doces e frutas, feirante e açougueiro. Enquanto isto, estudava – sua paixão.

Formou-se em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política, ingressou no magistério secundário e, posteriormente, no ensino universitário. Leciona Antropologia Cultural na UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. Dedica-se à animação cultural há mais de 50 anos, desde que mudou com a família para Santo André. Adotou a cultura e a arte para dar sentido e significado à sua existência.

 Escreveu O Semeador de Lembranças, além de ser autor de inúmeros ensaios e crônicas publicados na imprensa. Atualmente, é Secretário Adjunto de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André.

Continua um romântico confesso. Aos 70 anos, retorna às suas origens. Nos fins de semana, dedica-se à vida bucólica na sua chácara em Socorro, SP, onde se reconcilia com a vida, cuidando do seu jardim.

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