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Caio Porfírio Carneiro 

Caio Porfírio Carneiro 

 

Caio Porfírio (de Castro) Carneiro nasceu a 1º de julho de 1928, em Fortaleza, Ceará. Dedicou-se muito moço ao jornalismo, na terra natal. Bacharelou-se em Geografia e História pela Faculdade de Filosofia de Fortaleza. Transferiu-se para São Paulo em 1955. Trabalhou, de início, na imobiliária de um irmão e foi redator de programas da Rádio Piratininga. Durante anos foi encarregado do setor do interior da Editora Clube do Livro Ltda. E desde 1963 é secretário administrativo da União Brasileira de Escritores de São Paulo. Sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do PEN CLUBE de São Paulo, da Academia Paulistana da História, da Academia de Letras do Brasil (Brasília), da Unión Cultural Americana (Buenos Aires) e sócio correspondente da Academia Cearense de Letras. Colabora nos principais suplementos do País, com ficção e crítica literária. Assinou a apresentação de dezenas de obras, dos mais diversos gêneros Alguns dos seus livros alcançaram várias edições. O romance O Sal da Terra foi traduzido para o italiano e árabe e adaptado em roteiro técnico para o cinema. Contos seus estão incluídos em duas dezenas de antologias do gênero e traduzidos para o espanhol, italiano, alemão e inglês. Ganhou vários prêmios literários e pronunciou dezenas de palestras e conferências na capital e interior paulista e em outros Estados. Estudo detalhado sobre o Sal da Terra, por Danielle Damiens, para Trabalho de Estudo e Pesquisa (Maitrisse LLCC, Universidade Stendhal, Bologne, France), em língua portuguesa.

 

 

 

 

Obras Publicadas:

Trapiá (contos), Bala de Rifle (novela policial), O Sal da Terra (romance), O Meninos e o Agreste (contos), Uma Luz no Sertão (romance-reportagem), O Casarão (contos), Chuva – Os dez cavaleiros (contos), O Contra-Espelho (contos), 10 Contos Escolhidos, Viagem sem Volta ( contos), Quando o Sertão Virou Mar... (Lit. Juvenil), A Oportunidade (novela), Profissão: Esperança ( Lit. Juvenil), Da terra para o mar, do mar para a terra (Lit. Juvenil), Três Caminhos (novela), Dias sem Sol (novela), Rastro Impreciso (poesias), Os Dedos e os Dados (contos), Primeira Peregrinação (reminiscências), A Partida e a Chegada (contos e narrativas), Cajueiro sem Sombra (Lit. juvenil), Mesa de Bar (quase diário), Contagem Progressiva (memórias), Perfis de Memoráveis (autores brasileiros que não alcançaram o terceiro milênio) e Uma Nova Esperança (Lit. Juvenil).

Em Maiores e Menores, Caio Porfírio Carneiro confirma as características de sua obra, apontadas pela crítica e pelos leitores: síntese, sutileza e sobriedade de linguagem.

Embora seja também romancista, poeta, novelista e crítico literário, foi no conto que Caio se firmou há muito como um dos mais importantes representantes do gênero, conforme o leitor terá a oportunidade de conferir neste seu novo livro.

Maiores e Menores reúne vinte contos com as características atrás apontadas e uma curiosa "Oração a Mim Mesmo", em que o autor enumera os títulos dos contos, três mistérios e uma contrição, numa confissão abrangendo sua trajetória: parte da sua vida na fazenda Pau Caído, interior do Ceará; outra em Fortaleza, cidade em que o escritor nasceu e completou sua formação; e finalmente em São Paulo, para onde se mudou em 1955, até hoje vivendo na Paulicéia.

Seus contos, inclusive parte dos constantes deste livro, espelham sua vivência nesses lugares com tipos, painéis e valores bem distintos.

A exemplo daquele rico universo de personagens regionais típicas descritas com sutileza em Trapiá (1961), seu livro de estréia, algumas delas parecem presentes em Maiores e Menores, como também deixaram marco em outras narrativas breves de Caio Porfírio como Os Meninos e o Agreste (Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras) e O Casarão (Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro).

Enfim, Maiores e Menores é obra-síntese de um dos melhores contistas surgidos no Brasil na década de 60, reafirmando este belo livro que o autor continua em pleno vigor criativo.

 

Antonio Possidonio Sampaio

escritor

 

Alpharrabio Edições
12 x 21 cm, 112 pp
 (
Contos) 2003

 

 

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