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Celso Freire 

  
Celso Freire 

Nasceu em Coronel Murta , MG, em 19 de maio de 1952. Passou a infância entre árvores, arrozais, enxadas, cavalos, engenhos de cana, brincando com o barro... Tinha um bom companheiro de estripulias, o Zé Freire.  

Aos 10 anos, foi para a cidade e freqüentou o curso primário no Grupo Escolar Coronel Mariano Murta, onde recebeu os primeiros ensinamentos das inesquecíveis Professoras Herculana, Zulma, Irani e Irlene. Ali, encontrou outros amigos, que promoviam inúmeras "peladas" no fundo da escola, jogos de bola de gude... Foi ali também que se apresentava nos "teatrinhos" das datas comemorativas...  

Em Coronel Murta viveu atrás de balcões de padaria e açougue, vendeu frutas, biscoitos e cereais no Mercado, soltou pipa, carregou lata d’água na cabeça e no lombo de jegue, tirou leite, jogou bola, procurou diamantes na barranca do rio, passeou de mãos dadas no jardim...  

Aos 18 anos, iniciou a carreira de Professor de 1º Grau em Fronteiras dos Vales, de onde guarda gostosas lembranças de amizade e de amor.  

Começou a escrever em 1973, durante os seis meses que morou em Itaobim.  

Chegou em São Paulo em 1994, estudou Administração de Empresas no IMES de São Caetano do Sul ( 1978 a 1981), trabalhou em escritórios, e se tornou executivo em empresas, ao mesmo tempo em que já se dedicava ao magistério no ensino superior.  

Participou de diversos Festivais de Música em São Paulo e Minas Gerais.  

Formou-se mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pela Universidade IMES (Universidade Municipal de São Caetano do Sul).

Atua como professor na área de administração na Universidade IMES e no Centro Universitário da Fundação Santo André. Atualmente ocupa o cargo de Pró-Reitor Comunitário e de Extensão da Universidade IMES. É vice-presidente de relações institucionais da ANGRAD – Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração e Consultor ad doc junto à Comissão de especialistas de Ensino Superior de Administração SESu-MEC.

Tem três livros publicados pela Alpharrabio Edições: Fazendo Poeira (1997); Versos Avessos, em co-autoria com Debora de Simas (2004) e Políticas Públicas no Vale do Jequitinhonha: A difícil construção da nova cultura política regional (2006), além do poema “Manifesto” publicado na obra As cidades cantam o Tamanduateí que passa, organizada pela Prefeitura de Mauá.

 

 

 

 

 


 

 

 

 

Versos Avessos  

Alpharrabio Edições

14 x 21 cm , 104 p.

(poesia) 2004 - R$ 25,00

 

O livro Versos Avessos teve, desde sua criação, um processo de construção bastante original. Celso Freire apresentou um texto a Débora de Simas para que esboçasse algum comentário ou crítica, pois pretendia escrever seu segundo livro de poemas. Débora, em vez de comentá-lo, respondeu o poema com outra poesia, e de maneira totalmente casual e despretensiosa, essa conversa seguiu, por alguns outros poemas. Daí se deram conta de que aquela “conversa” poderia seguir adiante, mas com a expressa intenção de se tornar livro, apesar de ambos ainda não saberem qual o destino da história. E assim se fez, um poeta sendo o “avesso” do outro, imprimindo seu próprio estilo, e determinando o destino do outro “personagem”.

No decorrer da obra, que também conta com ilustrações do artista plástico Fabrízio Dell’Arno, o leitor ainda encontra páginas em branco, um incentivo para que componha seus próprios versos. 

 

 


 

 

Fazendo Poeira

Alpharrabio Edições
14 x 21 cm, 56 pp
 (poesia)
1997
R$ 15,00

"Celso Freire escreve sobre o Vale do Jequitinhonha mas só aparentemente. Na verdade é sobre um Vale e um sentimento que está encravado dentro de nós. Desconheço quem tenha mais de quarenta anos e não tenha, na infância, nadado nu em rio de água limpa, bebido água de bica ou espreitado, com atiradeira pronta, o pouso do sabiá, do sanhaço, do pintassilgo e de outras pequenas vítimas daquela insensata idade de ouro." (Luís Alberto de Abreu)

 

O Rio das Minhas Manhãs
Celso Freire
Formato: 14 x 21cm - 144 páginas
Alpharrabio Edições
2012
R$ 30,00

Utilizando uma linguagem que intermedia a poesia e a prosa, Celso Freire retoma o personagem Jose Silva – protagonista do seu livro anterior: “Um Silva de A a Z” . Aos noventa, Jose Silva, relembra lugares e relacionamentos da usa infância e juventude, ao mesmo tempo em que reflete sobre sua condição humana e a possibilidade de um novo relacionamento. “Hoje eu acordei com uma vontade danada de viver. Foi um dia especial: eu aqui sentado na minha espreguiçadeira, ou caminhando por essa ampla varanda, ouvindo minhas músicas, apreciando esse vale de penhascos e os campos gerais... Revirando minha história, encarando as tentações e visualizando possibilidades”.

 

 


 

 

UM SILVA DE A a Z
Alpharrabio Edições
16 x 23 cm, 160 pp
2007
R$ 35,00

Um Silva por um Silva

          Dalila Teles Veras

 

 

Um Silva é sempre um Silva

bacharel na labuta pela vida

que deseja e faz escolhas

diferente desses meninos

cheios de tanta informação

e conhecimento sem significado

Um Silva que veio da roça

passou pela fábrica

cortou um dedo

(talqual o outro e outros)

que aprendeu a ler Kierkegaard

e Sartre e Dostoiévski e  Max Weber

 

Um José

que ama, protesta

e sonha com todas as mulheres

 

Um Silva contraditório

incultoletrado

velhomoço

que ora concorda com Riobaldo

(quando tem noventa anos)

para logo depois negá-lo

(saudade é juventude!)

e, assim, à maneira de Caeiro

tem pra si que o pensamento é mais

fraco do que o sentir

 

Um Silva que se vale da memória

do diário e dos versos populares

para estruturar a narrativa de si mesmo

e já sendo outro e outro

Um Silva que discursa

como se no palco estivesse

personagem em busca de um ator

 

Um Silva urbano-macunaímico

um brasileiro, ele mesmo

como você, como seu autor

o Celso Freire


 

Políticas Públicas no Vale do Jequitinhonha:

 A difícil construção da nova cultura política regional

Alpharrabio Edições

14 x 21 cm , 118 p.

(Gestão Pública) 2006

 

 

Entender os mecanismos de formulação das políticas públicas na Região do Vale do Jequitinhonha, bem como sua relação com o desenvolvimento regional é o objetivo de “Políticas Públicas no Vale do Jequitinhonha: a difícil construção da nova cultura política regional”, livro escrito pelo professor Joaquim Celso Freire Silva.

Desenvolvido a partir de sua dissertação, apresentada no Programa de Mestrado em Administração da Universidade IMES, o trabalho de Celso Freire proporciona uma reflexão sobre a região do Vale do Jequitinhonha, traz informações sobre suas características socioeconômicas, culturais, de desempenho institucional e de associatividade e abre caminhos para a articulação de propostas e idéias no sentido de instrumentalizar decisões políticas que tratam do desenvolvimento local/regional.

 

O estudo discute até que ponto o conceito de região pode ser aplicado ao Vale do Jequitinhonha, bem como questões sobre o “novo regionalismo”, a partir da ótica das vertentes globalistas, que defende uma política de inserção no mundo globalizado, e regionalista, que prega uma política de desenvolvimento baseada nas forças do próprio território.

 

O autor faz análises também à luz das idéias de Robert Putnam, apresentadas no livro “Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna”, em que são estudadas as regiões da Itália nas décadas de 70 e 80, como referência para o entendimento do desempenho institucional dos governos locais.

 

 

 

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