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Wagner
Calmon

  
 Wagner Calmon 

1. EU MESMO?

WAGNER CALMON

 

Ai que drama! Eu, capricorniano, nascido no dia 7, número cheio de enigmas, saber quem eu sou? Ora, licença. Eu sou um enigma. Péssimo em contas (a tabuada sei de cor, sei lá como!), só tinha que partir para o curso de Letras, minha última chance depois das experimentações em geografia, história, ciências, vá lá etc. Belisquei algumas Artes com prazer surpreendente. Como professor de Língua Portuguesa, tive, mais que menos vezes, a compensação de que cumpri com competência a missão do ensino. Tarefa gratificante porque amo o meu idioma, corcel irrequieto, que me leva até onde nunca sonhei. Felicíssimo com ele, com sua expressão e dificuldades, jamais concordarei com os pessimistas da língua. Comecei com leituras exaustivas, redações com ou sem parabéns, poemas (em antologias de faculdade). Afeito às linguagens, consegui representar cantando para as áreas de inglês, francês e italiano e espanhol, este último cursado por paixão. Meti-me em teatro, como roteirista musical e atrevi-me fazendo peças. Foi aí que endoidei-me. Descobriram-me poeta, cronista e contista (a princípio infantil) experimental. Sei lá. 
Eu mesmo, experimentalmente adoro um texto, mas sou musica dos pés à cabeça e pouca gente entendeu essa minha ousadia criativa. O que importa é que nem eu sei o que sou!? Decidam-me, mas antes leiam os meus textos.

PENSANDO POESIA

Alpharrabio Edições
14 x 21 cm, 68 pp. (poesia/ensaio)

"Este relato de experiências pretende sugerir trilhas a esse caminho do sensível (...) como fazem os pintores com as tintas e os escultores com a matéria manipulável".


Coleção Prosas
Porta Sem Trinco Baú sem Tranca 
Alpharrabio Edições

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