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PROGRAMAÇÃO - 24 anos

fevereiro 2016

 

13 de fevereiro -  sábado
oficina

20 de fevereiro -  sábado - 11h
alpha 24 anos - exposição - zhô

24 de fevereiro -  quarta-feira - 19h
lançamento

27 de fevereiro -  sábado - 11h
sábados perversos

29 de fevereiro -  segunda-feira - 19h
fórum

 

F E V E R E I RO 2016

13 de fevereiro (sábado) - 11h

 

POESIA TEM CONSERTO?

uma conversa sobre “ensinar a ensinar a escrever poesia”

Com Tarso de Melo

13 de fevereiro, sábado, das 10h às 13h

 

 

"Qualquer curso costuma ter, no mínimo, as seguintes características: um objeto delimitado, uma metodologia preestabelecida, objetivos a serem alcançados e uma forma de avaliação. No entanto, quando o objeto do curso é “escrever poesia”, fica muito difícil chamar o curso de curso e ainda mais tentar delimitá-lo, estabelecer uma metodologia, fixar um objetivo válido para todos os “alunos” (se não há “curso”, como falar em “alunos”?) e avaliar o desempenho de cada participante.

Todas essas palavras, que podem fazer todo o sentido num curso de idiomas (por exemplo!), são bastante estranhas quando o assunto é poesia. Ao menos para mim. E é por isso que sempre começo as oficinas fazendo esta confissão aos participantes. Diante dela, eles se dividem: quem veio buscar uma “aula de poesia”, de que resulte a capacidade imediata de escrever poemas, sai da sala e não volta mais; quem veio ouvir e falar sobre poesia (e as outras coisas de que a poesia se faz), como parte de uma busca maior que ninguém consegue controlar (porque é pessoal, intransferível, imprevisível e, não raro, torturante), acaba aproveitando as horas que passamos juntos. E mais cedo ou mais tarde acha seus poemas por aí, bem longe da “sala de aula”.

Desta vez, no entanto, o desafio é de outro grau – uma oficina sobre oficinas de poesia–, mas talvez sofra das mesmas limitações: se ainda não tenho (temos?) resposta pacífica para a questão “é possível ensinar a escrever poesia?”, certamente é ainda mais inquietante a sua versão duplicada: “é possível ensinar a ensinar a escrever poesia?”. Veremos…

É este o desafio a que fui convocado pelo Coletivo Tantas Letras!, composto por aquela turma que nunca se assustou com a sinceridade da confissão acima, que agora me pediu para pensar uma “oficina de oficinas”, a partir da qual os participantes devem criar as suas oficinas de poesia daqui em diante. Não deve ser mais do que uma conversa (sobre nossas experiências de “professor” e “aluno” em outras tantas oficinas), mas das conversas com eles sempre saíram coisas incríveis. Que assim continue." Tarso de Melo

 

Serviço:

13 de fevereiro de 2016, sábado, das 10h às 13h

POESIA TEM CONSERTO?
uma conversa sobre “ensinar a ensinar a escrever poesia”
Com Tarso de Melo

Local: Livraria Alpharrabio

Rua Eduardo Monteiro, 151 (Altura do nº 1000 da Av. Portugal)

09041-300 – Santo André – SP - Fone: (11) 4438.4358

 

 

20 de fevereiro (sábado) 11h 

 

Alpharrabio 24 anos

Vamos celebrar?

Então venha que a festa maior é o encontro.

 

 

No dia 20 de fevereiro, sábado, às 11h, a Livraria e Centro Cultural Alpharrabio comemorará seus 24 anos de intensa vida cultural.

As atividades, que já ultrapassaram a casa dos mil, metade delas minuciosamente registrada no livro Alpharrabio 12 Anos – uma história em Curso, Dalila Teles Veras e Luzia Maninha, Alpharrabio Edições, 2004, não se limitaram às apresentações artísticas, mas também à inserção na vida cultural da cidade e da região, através de debates e ações de cobrança de políticas públicas.

A festa, como sempre, será revestida de significados simbólicos.

A exposição "NO MEIO DAS PEDRAS TINHA UM CAMINHO” – Zhô – 40 anos – colagem – arte postal – poesia, de Zhô Bertholini, comemorativa dos seus 40 anos de vida artística, abre justamente no dia da festa dos 24 anos do Alpharrabio, e está impregnada de significados. Primeiro, por tratar-se de um “caminho” digno  de atenção e aplauso, segundo, porque Zhô Bertholini faz parte da história e do “caminho” da livraria desde o seu início, quer seja como colaborador nos momentos mais marcantes ou como assíduo frequentador deste lugar que foi criado para o Encontro.

É justamente do(s) Encontro(s) que esta festa se constituirá. Encontro com o outro, encontro com a cidade e a sua/nossa história.

 

 

Abertura da exposição:

NO MEIO DAS PEDRAS

TINHA UM CAMINHO

colagem – arte postal - poesia - zhô bertholini – 40 anos
 

 

De frente para a cidade, no meio do mundo

 

Quando Zhô Bertholini começou, há 40 anos, eram tempos fechados de ditadura militar, e a expressão poética, contrariando a ameaça de um vazio cultural, ganhou força e formas insuspeitadas, que escorriam pelos dedos tenazes da censura. As comportas de gêneros haviam sido abaladas por tribos radicais de ascendência conhecida, e nessa intersecção se revezavam os Campos, Pignatari, Azeredo, Duprat, Leminski, Hoiticica, Lígia, Torquato, Gil, Caetano e outros, abrindo caminho para os mais novos Vallauri, Leonilson e Hudinilson.

Nada mais estimulante para o jovem Zhô que adentrar nesse mar aberto e agitado de propostas criadoras, tendo uma constelação de guias, que o atraíam e orientavam seus muitos talentos. O que vamos ver nessa exposição são marcas de sua navegação – uma opção de vida, a escolha do ofício da poesia, permeável a influências, arriscada em experiências, mas vitoriosa por alcançar locução própria, original. Um trabalho em progresso, pois ele está aí, sempre pronto a nos surpreender.

Do verso ao grafite, do recital à canção, do erudito ao popular, do livro ao xerox, do protótipo ao pastiche, do folheto à fotografia, do analógico ao digital, da lição à pichação, do postal ao palanque, do salão ao calçadão, do papel ao paredão – Zhô explorou técnicas que lhe franqueavam suas habilidades poéticas e de designer, e escolheu mídias adequadas ao seu objetivo – fosse observar, interrogar, participar, protestar, ou simplesmente fruir poeticamente o momento. Um eremita no ato de criação, que lapida a palavra, a letra, a imagem, e faz suas montagens pacientes e meticulosas, ele sabe ser arauto e militante quando necessário. Potencializar esses recursos no seu grau poético é a tarefa que se propõe por meio de formatos de aparente simplicidade, mas frequentemente atravessados por fina ironia, que desafiam o leitor/espectador.

Não lhe faltaram companheiros em sua travessia de 40 anos. Desde Miller de Paiva, por Zhô lembrado como o primeiro a validar sua participação pública no Mutirão de Cultura e Arte, em 1976; os parceiros da revista A Cigarra; a turma do circuito nacional e internacional de artepostal, ao qual se integrou como praticante e divulgador; os companheiros de exposições, de jornalismo, de curadorias e de tantos eventos para falar de poesia. Nem lhe faltaram interlocutores constantes na roda andreense, de que o Alpharrabio se fez sede principal e hoje lhe presta homenagem com essa exposição.

Poetas de Santo André dos anos 40 se encantaram com a incipiente industrialização e publicaram uma revista como o nome A Fumaça. Desconheço a razão da escolha de A Cigarra como título da revista, onde Zhô e outros poetas de Santo André se apresentam há 25 anos. Talvez pela crença de que ela canta até morrer; ou por seu canto ser um aviso persistente. Seja como for, nessa cidade onde fumaça perdeu a conotação idílica e se fez signo de intensas contradições, ele é um dos autores mais representativos. Alerta e afinado com seu tempo, solidário com sua gente, é um poeta de frente para a cidade, no meio do mundo.

 

José Armando Pereira da Silva,

escritor, crítico e pesquisador de arte
 

 

Zhô Bertholini, poeta e artista gráfico, natural de Santo André, SP, 1953, iniciou nos anos 70 sua produção & participação nos movimentos de arte alternativa. Editou Sem ensaio, 1994, Artentativa (livro objeto) edições do autor, 1996 “, Poéticas urbanas, 1996, Alpharrabio Edições, Céu sem dono, 2006, edição do autor. Vagamundo, 2010, Propostal – Via Poética  pela a cigarra edições. É editor, da Revista A Cigarra, que em 2007 lançou sua edição comemorativa de 25 anos de existência e resistência poética cultural e ZINE ZERO plaquete poética, atualmente na 5º edição, “Frenezine” na 2º edição.

Em 2015 sua poesia foi motivo do Projeto “INTERVENÇÃO POETA NA RUA – ZHÔ E A CIDADE” (Secretaria de Cultura de Santo André / Casa da Palavra). Poemas do seu livro Céu sem dono (2006), pintados em várias ruas da cidade de Santo André.

 

Serviço:

Festa de 24 anos da Livraria e Centro Cultural Alpharrabio

com Abertura da Exposição “No meio das Pedras tinha um caminho – Zhô 40 anos – Colagem, Arte Postal, Poesia

 

Data: 20.02.2016 - Horário: 11h

Endereço: Rua Dr. Eduardo Monteiro, 151 – trav. av. Portugal, alt. nº 1000

telefone: (11) 4438-4358

 

Exposição:

 “No meio das Pedras tinha um caminho” – Colagem, Arte Postal, Poesia  – Zhô Bertholini – 40 anos

Abertura: 20/02/2016

Visitação: 20/02 a 26/03/2016

seg a sex – 13h às 19h | sáb – 9h30 às 13h

 

24 de fevereiro (4ª feira) - a partir das 18h

 

Lançamento do livro

Meu pé de alecrim deu fulô

de Joaquim Celso Freire

 

Desejos de um jovem aos 90 anos 
Romance traz as tentações e reflexões de um nonagenário.

Joaquim Celso Freire lança, no dia 24 de fevereiro, a partir das 18h, no Centro Cultural Alpharrabio (Rua Eduardo Monteiro 151 – Santo André) seu sexto livro, intitulado Meu pé de alecrim deu fulô.

A obra reencontra o personagem José Silva, já presente em Um Silva de A a Z (2007) e O Rio das minhas manhãs (2012). Agora com 90 anos de idade, o protagonista - que veio da roça, passou pela fábrica e aprendeu a ler Kierkegaard - vive com sua esposa em uma agradável casa de campo. No entanto, uma bela mulher reacende desejos antigos, abrindo as portas para novos sonhos e planos.

“Inicialmente, não pensava em uma trilogia, mas decidi retomar os personagens, desta vez centrando a ação em um intervalo de tempo bem mais curto. Ao longo de toda a história, passam-se apenas dois dias”, explica o autor, que segue fiel a seu estilo, fazendo da prosa poesia e impregnando a narrativa com cheiros, gostos e reflexões, tudo pontuado por inserções de personagens célebres de grandes autores da literatura universal, como Albert Camus, Clarice Lispector, Ernest Hemingway, Fiódor Dostoievski, Florbela Espanca, Franz Kafka, Voltare, entre outros.

 

Sobre o Autor 


Joaquim Celso Freire nasceu em Coronel Murta, região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, em 1952 e mora em São Paulo desde 1974. É professor da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), onde foi também Pró-Reitor de Extensão. Atualmente, é vice-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. 
Informações: www.jcelsofreire.com.br; facebook/joaquimcelsofreire;www.alpharrabio.com.br
 

Publicações anteriores:
- Fazendo Poeira; poesia, 1977.
- Versos Avessos, com Débora de Simas; poesia, 2004.
- Políticas Públicas no Vale do Jequitinhonha – a difícil construção da nova cultura política regional; políticas públicas e desenvolvimento regional, 2005.
- Um Silva de A a Z; prosa e poesia, 2007.
- O rio das minhas manhãs; prosa e poesia, 2012.


Serviço:
Lançamento do livro
Meu pé de alecrim deu fulô.
Data: 24/02/16 
Horário: a partir das 18h
 

Local: Livraria Alpharrabio

Rua Eduardo Monteiro, 151 (Altura do nº 1000 da Av. Portugal)

09041-300 – Santo André – SP - Fone: (11) 4438.4358

A obra
Meu pé de alecrim deu fulô, prosa, 2015.
Freire, Joaquim Celso. 
Literatura Brasileira/Ficção – Romance
96 páginas.
Alpharrabio Edições.

 

 

27 de fevereiro (sábado) 11h 

 


Sábados PerVersos: Encontro mensal voltado à leitura crítica de poesia, com entrada franqueada a todos os interessados em poesia. 

 

A proposta consiste em reunir poetas e apreciadores de poesia, no sentido de discutir, estudar, ler e fruir esse gênero literário. O coordenador elege um ou mais poemas de dois poetas contemporâneos, comenta-os e abre para discussão. A cada mês há revezamento da coordenação.

 

Os encontro ocorrem deste novembro de 2014, todo último sábado do mês.
 

 

 

29 de fevereiro (2ª  feira) 19h 

 

 

Reunião do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC

 

 


 

Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, O Fórum é composto por um grupo de pessoas interessadas em criar um processo participativo e crítico das políticas públicas da cultura e da ação cultural na região do Grande ABC, bem como integrar ações regionais. Esse grupo vem se reunindo nas dependências da Livraria Alpharrabio, desde novembro de 2007.

 


Apoio: www.bartiragraf.com.br
Tel.: (11) 4393.2911



 horário de funcionamento

de segunda/sexta, das 13 às 19h

sábado, das 9h30 às 13h

 

ATENÇÃO

Nosso endereço:
 Rua Eduardo Monteiro, 151 - Jd. Bela Vista
Santo André - SP - Brasil

Fone: (11) 4438.4358 - e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br

www.alpharrabio.com.br

 

Visite a Livraria e o Café Alpharrabio

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