|
Programação
cultural
Lançamentos
de Livros-Exposições
Música-Teatro- Conversas na Livraria
Leituras de Poesia
|
MAIO/
2006
|
06
de maio - 10 h
|
|
OBSERVATÓRIO
DO
POEMA
2006
– o
arco
,
a
lira
e
a
poesia
contemporânea
–
coordenação
:
Tarso
de Melo
Em
2006 comemora-se – e
é, de
fato,
algo
a
ser
comemorado – o 50.º
aniversário
de
edição
do riquíssimo
livro
El
arco
y
la
lira
, do
poeta
mexicano Octavio
Paz
(1914-1998).
Aproveitando a
efeméride
, o
Observatório
do
poema
deste
ano
será dedicado a uma
tarefa
longa
,
prazerosa
e
exigente:
realizar
a
leitura
integral
dessa
obra
de
Paz
lado
a
lado
com
alguns
dos
principais
textos
sobre
poesia
contemporânea
brasileira.
O
propósito
da
empreitada
é
aprofundar
as
discussões
sobre
questões
atuais
–
que
são
o
objeto
do
Observatório
já
há 19
encontros
–
com
o
auxílio
propiciado pelas
reflexões
de
um
grande
poeta
sobre
seu
ofício
. O
famoso
livro
de Octavio
Paz
se defronta
com
uma
questão
gigantesca
sobre
a especificidade do poético:
há
um
modo
de
dizer
– a
poesia
–
que
não
pode
ser
reduzido a
qualquer
outro
?
Para
responder
a
tal
questão,
Paz
recorre a uma
erudição
impressionante
,
cruza
os
séculos
, investiga as
transformações do
fazer
poético,
mas
ainda
mais
impressionante
é a
leveza
com
que
suas
idéias
– e, se é
possível
separar
,
seu
texto
sedutor
– perpassam os
imensos
obstáculos
que
se colocam
diante
de
qualquer
tentativa
de
reduzir
a
questão
e
confundir
poesia
(
jogo
que
não
se conforma a
regras
) e
poema
(
esse
“
caracol
onde
ressoa a
música
do
mundo
”).
El
arco
y
la
lira
dá
conta
,
assim
, de
um
leque
imenso
de
dúvidas
. É
estimulante
o
modo
como
sua
investigação
amarra
passado
e
presente,
Oriente
e
Ocidente
, ao
descobrir
as profundas
continuidades
entre
a
poesia
das
épocas
e
lugares
mais
distantes; os cinqüenta
anos
que
se passaram
desde
seu
lançamento
não
abalam (e a
leitura
detida
que
faremos será
importante
para
sustentar
a afirmação)
em
nada
a
relevância
da
contribuição
de
Paz
para
a
compreensão
das diversas
formas
atuais
de
manifestação
da
poesia
.
Nosso
objetivo
,
assim
, será
seguir
o
pensamento
de
Paz
, apreendendo
criticamente o
alcance
de
suas
reflexões
,
para
alimentar
os
debates
sobre
a
produção
contemporânea
.
Para
tanto, o
livro
de
Paz
foi dividido
em
dez
partes,
cuja
leitura
será acompanhada, a
cada
mês
, de
um
texto
sobre
poesia
contemporânea
(
ensaios
de
caráter
geral
,
resenhas
,
depoimentos
de
poetas) e,
conseqüentemente
, da
leitura
dos
livros
a
que
se referem
tais
textos
(
ou
, ao
menos
, dos
poemas
referidos no
corpo
dos
ensaios
/
resenhas
).
Se
for
possível, ao
final
,
descobrir
as
pontes
e os
abismos
entre
o
quadro
pintado
em
El
arco
y
la
lira
e a
poesia
que
se fez no
último
meio
século
e aquela
que
se faz
hoje
, o
Observatório
terá
dado
um
passo
tamanho
. Se for
possível
,
então
,
imaginar
–
com
muita
petulância
e
algum
acerto
–
três
ou
quatro
linhas
que
Octavio
Paz
gostaria de
somar
a uma
edição
de
seu
livro
no
ano
de 2006, terá
dado
um
salto
.
Há
uma
edição
nacional
de O
arco
e
a
lira
,
lançada
em
1982,
mas
ela
atualmente
é de
difícil
acesso
: esgotou há
tempos
na
editora
e
raramente
aparece
nos
sebos
.
Mais
fácil
de
encontrar
é a
edição
original
em
espanhol
, da Fondo de
Cultura
Económica (
que
publica as sucessivas
edições
da
obra
desde
a
primeira
,
em
1956, e tem uma
livraria
em
São
Paulo – tel.
3672.3397). A
coletânea
de
ensaios
lançada
no Brasil
em
1971
sob
o
título
Os
signos
em
rotação
–
que
provavelmente está
em
catálogo
e é
mais
fácil
de
encontrar
nos
sebos
– contém
seis
dos quinze
ensaios
de
Paz
que
enfrentaremos;
além
do
próprio
“Os
signos
em
rotação
”, traz
ainda
os
textos
“
Verso
e
prosa
”, “A
imagem
”, “A
consagração
do
instante
”, “
Ambigüidade
do
romance
” e “O
verbo
desencarnado”.
Por
fim,
vale
lembrar
que
o
Observatório
continua sendo
um
grupo
aberto
de
debate
sobre
as
mais
diversas
questões
que
interessam ao
leitor
de
poesia
.
Pela
própria
natureza
das
discussões,
não
é
absoluta
a continuidade
entre
os
debates
mensais
,
nem
é
obrigatória
a
leitura
prévia
dos
textos
selecionados
(
por
mais
que
seja desejável e
recomendável,
para
o
melhor
aproveitamento
de
nosso
tempo
,
que
sejam lidos!).
|
|
Clique
aqui (programação)
|
|
|
Volta
ao topo
|
|
|
|
13
de maio (sábado) -
16 h
|
|
Idéias
de encontro
Pensamento
Atual
SÓCRATES
Sócrates
(c470 a.C – 399 a.C)
(filósofo
grego, foi um dos seus
discípulo Platão que
lhe deu uma estrutura
fundamental na história
da filosofia).
Convidado:
Marcos Sidnei
Pagotto-Euzebio (mestre
e doutor em Filosofia
da Educação pela
FE-USP. Coordenador
Geral do Núcleo de
Pesquisa Institucional
da FAENAC)
|
|
Idéias
de encontro
Pensamento
Atual
Como
o pensamento de Sócrates, transmitido por seus
discípulos, pode nos ajudar a pensar melhor
sobre nossa realidade? O que as idéias de Marx
ou de Freud, depois de tudo que já foi feito e
desfeito com elas, têm a contribuir para o
nosso tempo? Por que as meditações de
Montaigne ainda são fundamentais para o nosso
entendimento? Por que as obras de Paulo Freire,
Florestan Fernandes, Celso Furtado e Antonio
Candido ainda justificam que as busquemos por
baixo das camadas e mais camadas de livros que,
em tão pouco tempo, já as sucederam?
O
Alpharrabio, com o
apoio da Faculdade
Editora Nacional
(FAENAC) retoma o
ciclo IDÉIAS DE
ENCONTRO, agora
dedicado a palestras
sobre o PENSAMENTO
ATUAL de autores
cujas idéias tiveram
repercussão mundial,
ajudará você a lidar
com essas perguntas
que muitos têm feito,
num momento em que,
cada vez mais, tudo o
que parecia sólido se
desmancha no ar...
Filosofia,
política, educação,
literatura, enfim, a
vida e tudo o que foi
objeto da reflexão
desses pensadores
mudou depois deles. E
nossos convidados,
todos eles acostumados
à profunda convivência
com as obras desses
autores, apresentarão
ao público e debaterão
as principais idéias
que eles defenderam,
buscando revelar o
quanto há de atual,
de vivo, de (ainda)
perturbador no que
disseram.
Além
de ser uma grande
oportunidade para
aprender sobre alguns
dos principais
pensadores de todos os
tempos, o ciclo será
um estímulo à reflexão
mais firme, mais
profunda, com olhos
mais abertos, sobre
nossas próprias questões.
|
|
|
Volta ao
topo
|
|
|
|
|
|
CONVERSA
DE LIVRARIA
|
|
Conversa de livraria com a prof. Teresinha
Ferrrari que é
mestre
em
História
Doutora
em
Ciência
Política
pela
PUC-SP; professora da
Fundação
Santo
André, pesquisadora do
Núcleo
de
Estudos
de
Ideologia
e
Lutas
Sociais
NEILS-PUC-SP e autora do livro Fabricalização da cidade e ideologia da circulação
(Terceira Margem Editora, 2005, 206 pp. São Paulo)
"Se na era
dourada do capital as cidades eram lugares relativamente
à parte do processo produtivo direto, invólucros deste
processo, hoje, tornaram-se espaços de estoque de mercadorias
em trânsito, receptáculos não só das indústrias mas também
de verdadeiras esteiras fordistas estendidas entre fábricas. Ao
contrário de serem cidades sóbrias, limpas ou de serviços
são cidades fabricalizadas que acolhem atividades
laborativas de todo tipo como extensões urbanas da própria
fábrica" (Fabricalização da cidade e ideologia
da circulação)
|
|
Volta ao
topo
|
27
de maio - 16 h
|
|
Prova
dos nove
ciclo
Alpharrabio de documentários
A
livraria Alpharrabio, com o apoio da
Faenac promove a partir do mês de março,
estendendo-se por todo o ano de 2006, um
ciclo de exibição e debates sobre alguns
dos melhores documentários nacionais. A
proposta é dar ao público uma dupla
oportunidade: assistir a produções que são
tão bem realizadas quanto difíceis de
encontrar nos grandes circuitos e, a
seguir, conversar sobre elas com outros
interessados e convidados especiais, que
contribuirão para os bate-papos com suas
visões particulares sobre o documentário.
A
exibição dos nove documentários,
seguida da conversa entre o público e o
convidado, será sempre aos sábados,
às 16h, no auditório da livraria
Alpharrabio, localizado na Rua Eduardo
Monteiro, 151, em Santo André/SP (tel.
4438.4358). |
Janela
da alma
[direção
:
João
Jardim
,
Walter
Carvalho
– 2002, 73 min.]
Convidada
:
Nanci
Barbosa
(é
professora do curso de graduação
Bacharelado em Audiovisual do SENAC,
integrante da Cátedra Prefeito Celso Daniel
de Gestão de Cidades da Universidade
Metodista de São Paulo, e do curso de Gestão
e Políticas de Cultura e Gestão de Políticas
Participativas para a cidade, também da Cátedra)
Janela
da Alma
Dezenove
pessoas
com
diferentes
graus
de
deficiência
visual
,
da
miopia
discreta
à
cegueira
total
,
falam
como
se vêem,
como
vêem os
outros
e
como
percebem o
mundo
.
O
escritor
e
prêmio
Nobel José Saramago, o
| | |