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PROGRAMAÇÃO


maio 2017

abril / junho
exposição


5 de maio
roda de poesia e lançamento


9 de maio
conversa de livraria e lançamento


17 de maio
lançamento e conversa de livraria


27 de maio
sábados perversos


29 de maio
fórum



M A I O 2017


 

Exposição

Alpharrabio: Um quarto de século na Casa do Infinito

 


 

A exposição Alpharrabio: Um quarto de século na Casa do Infinito  

 

mostra, por meio de imagens, livros e objetos um pouco da trajetória dos 25 anos do Espaço Cultural, o “lugar de estar”, o “lugar de partilhar”, o “lugar de criar”, o “lugar de debater”, o “lugar de praticar alteridades”..
 

A idealização da exposição é de Luzia Maninha Teles Veras e a montagem é assinada por Zhô Bertholini. Até junho de 2017

 



5 de maio (6ª feira) 19h 


Imagem: Patricia Ribeiro

 

Lançamento do livro
A PENA SECRETA DA ASA
Roda de Poesia com Socorro Lira

 

 

Tornar universal um amor que é meu

tomar do universo, uma dor que é sua

tirar da vida o pão de cada dia

palavra por palavra, a poesia.

SL

 

A RODA DE POESIA Neste recital a cantora, compositora e instrumentista se soma à POETA que declama poemas do seu livro recente, A Pena Secreta da Asa. O público também participa dizendo poemas da autora ou outros de sua preferência.
Duração: 60 minutos.


 

A cantora, compositora e também poeta Socorro Lira, lança segunda edição da obra literária A Pena Secreta da Asa

 

O livro de 108 páginas é uma compilação de mais de cem poemas que falam de temas universais como amor e desamor, felicidade, delicadeza, desafios, perseverança entre outras inquietações que perpassam o cotidiano da poeta.

A primeira edição de “A Pena Secreta da Asa”, que sucede “Aquarelar” (2007), foi lançada ainda em 2014, numa plataforma de autopublicação, com tiragem reduzida. A segunda edição veio em 2015 pela UK'A Editorial, a convite do escritor Daniel Munduruku.


A autora:

Nascida em Brejo do Cruz (PB) atualmente Lira reside em São Paulo. Desde muito cedo queria ser escritora, mas a música se apresentou primeiro.

Da infância à adolescência ouvia o canto da sua mãe, o aboio dos vaqueiros e o improviso dos repentistas. Na juventude, lia cordel e poetas nordestinos como Patativa do Assaré, Augusto dos Anjos, Auta de Souza e Castro Alves. Além dos clássicos portugueses Camões, Fernando Pessoa e Florbela Espanca. Carolina Maria de Jesus, Cora Coralina, Virgínia Wolf e Mia Couto também estão entre suas leituras.

Premiações | Socorro Lira foi uma vez premiada e duas vezes indicada ao  Prêmio da Música Brasileira de melhor cantora na categoria regional.

Recebeu o Troféu Catavento de 2013 com a música ‘Pata humana pata’, da Rádio cultura FM São Paulo e o Prêmio Europa 98 da Associazione Senza Frontiere, de Lentate Sul Seveso, na Itália, em 1998.

 

Ficha técnica
Título: A Pena Secreta da Asa
Autora: Socorro Lira
Editora: UK’A Editorial
ISDN: 978-85-64045-05-7
Publicação:São Paulo, Brasil – 2015
Número de páginas: 108

Mais informações:

www.socorrolira.com.br



9 de maio (3ª feira) 19h 


 

Conversa de Livraria com
Cauê e Denis Pinho, seguida de lançamento do livro
Contos do Trabalho

 

 

Os contos e crônicas contidos no livro, traduzidos para o francês, vagueiam pelo mundo do trabalho, e o descrevem, do ponto de vista do trabalhador, agente inconscientemente em busca da emancipação. O autor, ex-operário, armado de ironia muito bem humorada, conversa sobre o cotidiano e o que considera a maior insanidade social de nossa história; o trabalho estranhado. Internacionaliza um grito pelo maior direito dessa classe; o direito ao não-trabalho.

 

"O trabalho estranhado é, provavelmente, a maior insanidade coletiva da humanidade. Que força negativa leva o trabalhador a marchar abobado, dirigindo-se suicida, ao pé-da-máquina a quem servirá de insumo, que irá consumi-lo por trinta anos, e então cuspi-lo, já sem sumo, a troco de enriquecer um igual?

Os contos e crônicas contidos nesse livro vagueiam pelo mundo do trabalho, e o descrevem, do ponto de vista do trabalhador, agente inconscientemente em busca da emancipação. O autor, ex-operário, armado de ironia muito bem humorada, conversa sobre o cotidiano e internacionaliza um grito pelo maior direito dessa classe; o direito ao não-trabalho." Na orelha do livro

 

"O livro Contos do Trabalho, de Cauê Borges, é uma crônica áspera da vida operária, dos homens e mulheres que labutam em seu dia-a-dia entre o inferno do trabalho e os lampejos de sociabilidade, solidariedade e luta.  

Neste oscilar - verdadeiro pêndulo que caracteriza a história do labor – entre a criação e a servidão, entre a escravidão, mas também vislumbrando as possibilidades da emancipação, Cauê Borges desenvolve sua escrita e sua poesia do trabalho.

Em suas palavras: “Com sua própria grana comprou a guitarra. Tocava todas as noites, sentia-se leve, realizado. Começou a usar o momento como lenha. Sonhava apenas com as quinze badaladas que encerravam seu castigo, para em casa sonhar com a guitarra.

Máquina nova, trabalho cansativo. Pega, coloca, aperta o botão. Retira, limpa e tudo de novo. Erraram. Máquina e homem. Pior para ele. Ela comeu seu braço. No movimento, algo tão violento que não decepou, arrancou o braço esquerdo, do ombro aos dedos, tudo estava perdido.”

Mas se o seu retrato do mundo fabril é contundente, é lá também que floresce o espaço da revolta, da rebeldia, da consciência da transformação: “Chamou-lhe atenção o título de um pequeno livro pendurado na estante giratória de uma banca de jornal – “Desobediência Civil”. Era tudo o que pensava. Para que sermos coniventes com um legalismo que financia a exploração humana? Onde o dever de serem obedientes àquilo? Benefício de alguns em detrimento de muitos.” E invoca o ato reflexivo: “O homem cria necessidades, o capitalismo cria necessidades. Não precisamos das coisas, precisamos precisar.”

Cauê Borges se rebela através de sua poética que nasce no chão da produção. O nosso operário-escritor (ou escritor-operário), ao percorrer tantas cenas da vida cotidiana, sonha com o u-topos, o não-presente, cuja transformação, entretanto, poderá aflorar através das múltiplas ações das forças sociais do trabalho em seu desenho polimorfo. Deve ser lido, então, por aqueles e aquelas que são a fonte de sua inspiração e sonham com a emancipação.  

 Ricardo Antunes

 

CAUÊ BORGES

Escritor e compositor brasileiro, recebeu em 2012 o Prêmio do Concurso Yoshio Takemoto. É também ensaísta e poeta, com predileção pelo hai-kai. Seu livro infanto-juvenil “Jean-Jacques Rousseau” – 2013 (Coleção Filosofinhos – Tomo Editorial), traz para o lúdico os escritos do filósofo genebrês. É também autor do livro “Contos de Trabalho, Capital e Cotidiano” – 2015, traduzido para o francês, que vagueia pelo mundo do trabalho, pelo ponto de vista do trabalhador. Cauê palestra em faculdades, escolas e bibliotecas, tem um disco autoral (Diminuto – 2011), de música brasileira. Participou do Salão do Livro de Genebra 2015. Foi operário por 15 de seus 38 anos, declara-se economista social, tendo escrito a tese – “Desempenho Escolar e Aspectos Socioeconômicos da Educação Fundamental”.


DENIS PINHO

artista autodidata. Experiência em ilustração infantil, computação gráfica, grafite, desenho artístico, pintura em tela, criação de personagens, cartoon e história em quadrinhos. Foi professor de desenho artístico e pintura em tela, atualmente participa de exposições e de eventos como grafiteiro.
 



17 de maio (4ª feira) 19h 

 

 

Conversa de Livraria com Beatriz H. Ramos Amaral e Guta Assirati, seguida de lançamento dos livros Os Fios do Anagrama  e Por entre rios – umas palavras, respectivamente


 

As duas escritoras paulistanas – de distintas gerações e trajetórias - dialogam por meio de fios, linhas, teias, frestas, fendas e rios de tactilidade, produzindo um universo expressivo de significados e gestos que se permutam. Real e onírico se entreabrem em pulsações dinâmicas por intermédio do viés experimental, antropológico, lírico. O insólito alça voo. O real se transmuta. O tecido é fibra, vida e verbo.
 

Em  OS FIOS DO ANAGRAMA,  novo livro de BEATRIZ H. RAMOS AMARAL, e POR ENTRE RIOS: UMAS PALAVRAS, o primeiro de GUTA ASSIRATI, a intensidade do diálogo transparece na urdidura de textos que buscam o nascedouro do tempo, da fala, das personagens, dos conflitos, dos desafios em que se desenrolam elos espessos de linguagem e vida. Conexões, liames, linhas, confluências. Suas obras produzem e redescobrem verdades, grãos, sensações, pegadas e rastros na terra. A luz transmetafórica celebra e realça contrastes que transitam pelos registros da realidade e de sua gênese, desenhando e germinando, em suas sílabas, o nascedouro da palavra e de sua expressão vibrátil, o imemorial do tempo, da raiz.

 

“A palavra Iyá em Yourubá significa mãe ou mulher. Ìyá Agbà ou Ìyá Ìyá designam anciã, mulher de idade avançada. Isso eu soube antes de aprender” (Guta Assirati) Por entre rios / o começo de tudo / primeiros rios / transfluências / encontro das águas / raios de Tupã abrem-se para fios de narrativa, fios-faíscas, fagulhas, incandescência, fibras de texto, entretemas e a surpresa das sílabas agudas

 

“ .... você arquiteta uma frase, é bom semear na areia – numa pausa de milésimos, as ondas, mapas, marés, tudo ondulado azulando as intenções que se abreviam -  dança da linguagem” //  Exílios de sílabas tecem vácuos impropriamente chamados de intervalos – entre as estações do ano, entre os vãos indefinidos dos meses, entre as estratégias do dizer, há um ponto de partida e a vertigem da chegada.” (Beatriz H. R. Amaral)

 

 

BEATRIZ H. RAMOS AMARAL, paulistana,  poeta, contista, ensaísta, musicista, mestre em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP), formada em Direito (USP) e em Música (FASM), publicou “Poema sine praevia lege”, finalista do Prêmio Jabuti, “Planagem”, “Primeira Lua”, “Encadeamentos” e “A Transmutação Metalinguística na Poética de Edgard Braga”, entre outros. Coordenou projetos na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Pertenceu ao Ministério Público de São Paulo por três décadas, exercendo os cargos de Promotora de Justiça e de Procuradora de Justiça Criminal, integrando, também, o Órgão Especial do Colégio de Procuradores. Foi Secretária Geral e diretora da União Brasileira de Escritores. Recebeu o Premio Internazionale di Poesia Francesco de Michelle (Caserta, Itália). É Diretora do Departamento Cultural da APMP. Lançou o CD RESSONÂNCIAS, com o músico Alberto Marsicano. Tem realizado palestras no Brasil e em Portugal sobre sua produção e sobre a obra de Edgard Braga.

 

 

MARIA AUGUSTA ASSIRATI – GUTA ASSIRATI é nascida em São Paulo e vive em Brasília há uma década. Mulher, indigenista, militante e atuante na promoção de direitos indígenas, sociais e humanos. É doutoranda em Direito, Justiça e Cidadania pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Mestre em Políticas Públicas pela FIOCRUZ/IPEA. Presidiu a Fundação Nacional do Índio, onde também trabalhou como Diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável. Exerceu outros cargos públicos, sempre relacionados à promoção dos movimentos sociais e sua participação na construção das políticas públicas. Atualmente, segue vivenciando uma de suas grandes paixões, o trabalho com povos indígenas, como consultora independente, além de dedicar-se à poesia e outras formas artístico-culturais de expressão de suas significações e anseios de transmutações.




27 de maio (sábado) 11h 

 

 

Sábados PerVersos: Encontro mensal voltado à leitura crítica de poesia, com entrada franqueada a todos os interessados em poesia. 

 

A proposta consiste em reunir poetas e apreciadores de poesia, no sentido de discutir, estudar, ler e fruir esse gênero literário. O coordenador(a) elege um ou mais poemas de dois poetas contemporâneos, comenta-os e abre para discussão. A cada mês há revezamento da coordenação.
 

Os encontro ocorrem deste novembro de 2014, todo último sábado do mês.



29 de maio (2ª  feira) 19h 

 

 

Reunião do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC

 


 

Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, O Fórum é composto por um grupo de pessoas interessadas em criar um processo participativo e crítico das políticas públicas da cultura e da ação cultural na região do Grande ABC, bem como integrar ações regionais. Esse grupo vem se reunindo nas dependências da Livraria Alpharrabio, desde novembro de 2007.

 


 

 horário de funcionamento

de segunda/sexta, das 13 às 18h30

sábado, das 9h30 às 12h30

 

ATENÇÃO

Nosso endereço:
 Rua Eduardo Monteiro, 151 - Jd. Bela Vista
Santo André - SP - Brasil

Fone: (11) 4438.4358 - e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br

www.alpharrabio.com.br

 

Visite a Livraria e o Café Alpharrabio

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