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MARÇO/ 2006

 

01 de março - 15h

 

 

CINECLUBE

(quarta-feira - 15h)

 

 

Tema de março: Oscar

quarta-feira, 1 de março de 2006

Filme - Patton - Rebelde ou Herói?
(Patton) - (EUA): 1970
Direção: Franklin J. Schaffner



quarta-feira, 8 de março de 2006
Filme - M*A*S*H*
(M*A*S*H*) - (EUA): 1970
Direção: Robert Altman



quarta-feira, 15 de março de 2006
Filme - Viagem Insólita
(Innerspace) - (EUA): 1987
Direção: Joe Dante



quarta-feira, 22 de março de 2006
Filme - A Lista de Schindler
(The Schindler's List) - (EUA): 1993
Direção: Steven Spielberg

 


quarta-feira, 29 de março de 2006
Filme - A Vida é Bela
(La Vita è Bella) - (Itália): 1997
Direção: Roberto Benigni


 Atividade do Cineclube Alpharrabio – Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais variados aspectos do cinema. O grupo está em formação e aceita participação de interessados.

  http://cineclubeemsantoandre.blogspot.com/

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04 de março - 10 h


 

OBSERVATÓRIO DO POEMA 2006

– o arco , a lira e a poesia contemporânea

coordenação: Tarso de Melo

 

Em 2006 comemora-se – e é, de fato, algo a ser comemorado – o 50.º aniversário de edição do riquíssimo livro El arco y la lira, do poeta mexicano Octavio Paz (1914-1998). Aproveitando a efeméride, o Observatório do poema deste ano será dedicado a uma tarefa longa, prazerosa e exigente: realizar a leitura integral dessa obra de Paz lado a lado com alguns dos principais textos sobre poesia contemporânea brasileira.

O propósito da empreitada é aprofundar as discussões sobre questões atuais que são o objeto do Observatório há 19 encontros com o auxílio propiciado pelas reflexões de um grande poeta sobre seu ofício. O famoso livro de Octavio Paz se defronta com uma questão gigantesca sobre a especificidade do poético: há um modo de dizer – a poesia que não pode ser reduzido a qualquer outro ? Para responder a tal questão, Paz recorre a uma erudição impressionante, cruza os séculos, investiga as transformações do fazer poético, mas ainda mais impressionante é a leveza com que suas idéias – e, se é possível separar, seu texto sedutor – perpassam os imensos obstáculos que se colocam diante de qualquer tentativa de reduzir a questão e confundir poesia (jogo que não se conforma a regras ) e poema (essecaracol onde ressoa a música do mundo”).

El arco y la lira conta, assim, de um leque imenso de dúvidas. É estimulante o modo como sua investigação amarra passado e presente, Oriente e Ocidente, ao descobrir as profundas continuidades entre a poesia das épocas e lugares mais distantes; os cinqüenta anos que se passaram desde seu lançamento não abalam (e a leitura detida que faremos será importante para sustentar a afirmação) em nada a relevância da contribuição de Paz para a compreensão das diversas formas atuais de manifestação da poesia.

Nosso objetivo, assim, será seguir o pensamento de Paz , apreendendo criticamente o alcance de suas reflexões, para alimentar os debates sobre a produção contemporânea. Para tanto, o livro de Paz foi dividido em dez partes, cuja leitura será acompanhada, a cada mês, de um texto sobre poesia contemporânea (ensaios de caráter geral, resenhas , depoimentos de poetas) e, conseqüentemente, da leitura dos livros a que se referem tais textos (ou, ao menos, dos poemas referidos no corpo dos ensaios / resenhas ).

Se for possível, ao final, descobrir as pontes e os abismos entre o quadro pintado em El arco y la lira e a poesia que se fez no último meio século e aquela que se faz hoje, o Observatório terá dado um passo tamanho. Se for possível, então, imaginar com muita petulância e algum acerto três ou quatro linhas que Octavio Paz gostaria de somar a uma edição de seu livro no ano de 2006, terá dado um salto .  

Há uma edição nacional de O arco e a lira, lançada em 1982, mas ela atualmente é de difícil acesso : esgotou há tempos na editora e raramente aparece nos sebos. Mais fácil de encontrar é a edição original em espanhol, da Fondo de Cultura Económica (que publica as sucessivas edições da obra desde a primeira, em 1956, e tem uma livraria em São Paulo – tel. 3672.3397). A coletânea de ensaios lançada no Brasil em 1971 sob o título Os signos em rotação que provavelmente está em catálogo e é mais fácil de encontrar nos sebos – contém seis dos quinze ensaios de Paz que enfrentaremos; além do próprio “Os signos em rotação”, traz ainda os textos Verso e prosa”, “A imagem”, “A consagração do instante”, “Ambigüidade do romance” e “O verbo desencarnado”.

Por fim, vale lembrar que o Observatório continua sendo um grupo aberto de debate sobre as mais diversas questões que interessam ao leitor de poesia . Pela própria natureza das discussões, não é absoluta a continuidade entre os debates mensais, nem é obrigatória a leitura prévia dos textos selecionados (por mais que seja desejável e recomendável, para o melhor aproveitamento de nosso tempo, que sejam lidos!).


 Clique aqui (programação) 

 

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11 de março - 16h

 

Idéias de encontro

Pensamento atual:

 

Como o pensamento de Sócrates, transmitido por seus discípulos, pode nos ajudar a pensar melhor sobre nossa realidade? O que as idéias de Marx ou de Freud, depois de tudo que foi feito e desfeito com elas, têm a contribuir para o nosso tempo? Por que as meditações de Montaigne ainda são fundamentais para o nosso entendimento? Por que as obras de Paulo Freire, Florestan Fernandes, Celso Furtado e Antonio Candido ainda justificam que as busquemos por baixo das camadas e mais camadas de livros que, em tão pouco tempo, as sucederam?

O Alpharrabio, retomando o ciclo IDÉIAS DE ENCONTRO, agora dedicado a palestras sobre o PENSAMENTO ATUAL de autores cujas idéias tiveram repercussão mundial, ajudará você a lidar com essas perguntas que muitos têm feito , num momento em que, cada vez mais, tudo o que parecia sólido se desmancha no ar ...

Filosofia, política, educação, literatura, enfim, a vida e tudo o que foi objeto da reflexão desses pensadores mudou depois deles. E nossos convidados, todos eles acostumados à profunda convivência com as obras desses autores, apresentarão ao público e debaterão as principais idéias que eles defenderam, buscando revelar o quanto há de atual, de vivo, de (ainda) perturbador no que disseram.

Além de ser uma grande oportunidade para aprender sobre alguns dos principais pensadores de todos os tempos, o ciclo será um estímulo à reflexão mais firme, mais profunda, com olhos mais abertos, sobre nossas próprias questões.

 

 

11 março (sábado – 16h)

Karl Marx (1818-1883) (economista, filósofo e socialista alemão e autor, entre outros, de os Manuscritos econômico-filosóficos, A Miséria da Filosofia e O Capital)

Convidado: Antonio Rago Filho (Professor Doutor do Departamento de História da PUC-SP e da Fundação Santo André)

 

 

Idéias de encontro

Pensamento atual

 

 

21 fevereiro (terça - 18h)

Montaigne (1533-1592)

Convidado : José Mindlin

 

11 março (sábado - 16h)

Karl Marx (1818-1883)

Convidado : Antonio Rago Filho

 

13 de maio (sábado - 16h)

Sócrates (c470 a.C. - 399a.C.)

Convidado : Marcos Sidnei Eusébio

 

10 de junho (sábado - 16h)

Paulo Freire (1921-1997)

Convidado : Daniel Pansarelli

 

12 de agosto (sábado - 16h)

Sigmund Freud (1856-1939)

Convidado : Siegfried Wehr

 

16 de setembro (sábado - 16h)

Florestan Fernandes (1920-1995)

Convidado : João Carlos de Morais

 

 21 de outubro (sábado - 16h)

Celso Furtado (1920-2004)

Convidada : Rosa Maria Vieira

 

11 de novembro (sábado - 16h)

Antonio Candido (1918)

Convidada : Vera Lucia Vieira

 

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18 de março - 16 h


 

Alta Traição

 

Conversa de Livraria 

com Carlos Felipe Moisés,  a propósito do lançamento do seu livro Alta Traição

 

 

O leitor encontrará neste livro o resultado de 30 anos do exercício de tradução de poesia. Não há, portanto, uma linha condutora, tampouco uma intenção explícita na escolha de poetas e poemas, mas o cuidadoso e apaixonado trabalho com a palavra, com as imagens, os ritmos, as estruturas complexas de som e de sentido. Traduzir poesia é um dos grandes desafios do poeta contemporâneo, não apenas pela conexão fundamental com outras culturas, gerando um diálogo fértil para a própria criação, mas especialmente pela atitude crítica que está na raiz da seleção dos textos e na manufatura, no melhor sentido artesanal do termo, da conversão de um universo semântico para outro.

O poeta e ensaísta Carlos Felipe Moisés dispensa apresentações. Sua extensa obra poética, de crítica literária e de tradução, testemunha seu compromisso incontestável com o saber humanístico, o que se desdobra em sua constante atividade no ensino universitário. Foi professor na USP, em Berkeley (Califórnia) e atualmente integra o corpo docente do mestrado interdisciplinar da Universidade São Marcos.

O conjunto de poetas reunidos neste livro é amplo e instigante, pois inclui desde os "retratos" de Marcel Proust e a irreverência de Alfred Jarry, à força discursiva de Vicente Aleixandre e Luís Cernuda; da densidade imagética de W. H. Auden, à prosa poética de René Char. Além desse variado "cardápio" estilístico, há gratas surpresas, como os poemas de Rosanna Warren, Henri Michaux, Robert Desnos, Reed Whittemore e José Emilio Pacheco, de modo que o leitor tem a rara oportunidade de encontrar, lado a lado, grandes vozes do século XX. E as surpresas não terminam aí. Carlos Felipe nos apresenta a jovem poeta norte-americana Carolyn Creedon, que trabalha como garçonete em San Francisco e permanece inédita em livro no seu país. A poesia da garota é deslumbrante e merece destaque nesta antologia.