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Programação cultural

Lançamentos de Livros-Exposições
Música-Teatro- Conversas na Livraria
Leituras de Poesia

MARÇO / 2003

 

12 de março - quarta feira - 20 horas 



 

Concerto com o violonista João Luiz 

no projeto 4a. Cuca 2003

 

João Luiz, iniciou seus estudos de música aos 11 anos, estudando teoria e solfejo na OMB e os de violão com o professor Henrique Pinto, com quem estuda até hoje trabalhando seu repertório.

É bacharelem violão pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM).Tem participado de festivais e seminários no Brasil e no exterior, onde teve aulas com Paulo Martelli, Everton Gloeden, Roberto Cappocchi - nos seminários de violão do conservatório Souza Lima, Abel Carlevaro (Uruguai)-no Conservatório Heitor Villa-Lobos, aulas com Fábio Zanon e Paulo Porto Alegre como bolsista do 30. e 33. Festivais de inverno de Campos do Jordão e em Koblenz (Alemanha), como bolsista do

8. Internationales Pfingstseminar Koblenz onde teve aulas com Hubert Kappel e foi premiado no concurso de alunos recebendo críticas elogiosas por parte do jornal Rheiner Zeitung como ponto alto das apresentações de violão.

Além de solista, João Luiz forma duo com o violonísta Douglas Lora tendo gravado com este, um Cd que é considerado por especialístas como um dos melhores lançamentos em seu gênero; também ao lado de Douglas e Henrique Pinto, forma o Violão- Câmara-Trio, um dos mais tradicionais e importantes grupos camerísticos brasileiros, com o qual gravou um Cd chamado ``Concerto a Tre `` que será lançado em breve.

Recentemente como integrante do aclamado quarteto de violões Quaternaglia, realizou uma série de concertos e palestras no estado do Texas (EUA).

Como solista e camerista,viaja anualmente por diversos estados brasileiros realizando concertos em importantes salas, e nos principais centros musicais do Brasil e exterior.Atualmente prepara outras gravações em duo, trio e quarteto e, prioritariamente seu primeiro disco solo com obras do repertório segoviano.

 

Programa

 

Fernando Sor Fantasia Op.7 Largo ma non Tanto

Federico Mompou Suíte Compostelana (1962)

-Prelúdio

-Coral

-Cuna

-Recitativo

-Canción

-Muñeira

Manuel Maria Ponce Chanson (1929)

Federico Moreno Torroba Aires de la Mancha

-Jeringonza

-Ya YIega el Invierno

-Copilla

-La Pastora

-La Seguidilla

Mario Castelnuovo-Tedesco Tarantella op.87 (1936)

 

Ingressos: R$ 10,00

 

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15 março - sábado às 17horas

CONVERSA DE LIVRARIA

O escritor Rodrigo Petronio, fala de seu último livro: Transversal do Tempo 

 

Transversal do Tempo (Recife: Fundação de Cultura da Cidade de Recife, dezembro de 2002) - Prêmio Jordão Emerenciano, de ensaio, da Prefeitura de Recife), dez ensaios sobre literatura, escritos por poeta e contista, dirigidos ao público não acadêmico. Conforme o prefaciador, este livro não cai no despropósito da maioria da crítica de infernizar o leitor com tiques acadêmicos ou jornalísticos: o tom é de uma conversa inteligente. Entre os autores estudados, estão Lucrécio, Jorge Manrique, Montaigne, Luis de Góngora, Vico, Fernando Pessoa, Marcel Proust, Pedro Nava, Francis Ponge e Ezra Pound.

 

 

Rodrigo Petronio nasceu em 1975, em São Paulo. Mora em Santo André. Formou-se em Letras pela USP, onde atualmente desenvolve projeto de mestrado em Literatura Espanhola sobre a obra de Luis de Góngora. Trabalha com tradução e edição de livros. Escreveu textos críticos para a revista Bravo! e para sites de literatura. Atualmente trabalha na Folha de S. Paulo, e colabora com regularidade para as revistas Trópico e Continente Multicultural, e para os jornais Rascunho, Estado de Minas, Jornal do Brasil e O Globo. No ano de 2000 recebeu o prêmio Nascente da USP nas categorias Prosa, com o livro de contos Anavarata, e Poesia, com obra intitulada Eco, ambas ainda inéditas. Em 2001, recebeu o prêmio Guimarães Rosa de contos, de âmbito internacional, e o prêmio literário Jordão Emerenciano da Secretaria de Cultura de Recife, com o livro de ensaios Transversal do Tempo, publicado pela Imprensa Oficial de Pernambuco. Em 2002, foi congratulado com o prêmio nacional Cataratas, recebeu Menção Honrosa no Prêmio Nacional de Literatura, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE), e no Prêmio Carlos Drummond de Andrade. Integra a antologia Rattapallax de novos poetas brasileiros, a ser publicada nos EUA em 2003. Tem ensaios, poemas e contos publicados nas revistas Cacto, Agulha, Banda Hispânica, Cult, Gargântua, Loquens e Magma. É autor do livro de poemas História Natural, publicado pelo selo Gargântua.  www.rodrigopetronio.hpg.ig.com.br 

 

Elegante, erudito, equilibrado

e agradável de se ler

Prefácio

Dirceu Villa

 

Elegante, porque escrito numa linguagem sem pompa nem truques baratos; equilibrado, porque conduz com gosto e tranqüilidade os temas que aborda; erudito, porque ficamos surpresos com a facilidade e a propriedade com que apóia sua argumentação em exemplos, sempre sagaz; agradável de se ler porque não pesa em momento algum, não cai no despropósito da maioria da crítica de infernizar o leitor com tiques acadêmicos ou jornalísticos: o tom é o de uma conversa inteligente.

É oportuno saber que se trata de livro de poeta e contista. O ponto de vista particular que expressa e as escolhas que faz estão relacionados ao fato imprescindível de termos um poeta e prosador dividindo suas leituras conosco. Petronio escreveu e publicou História Natural (1999), um ótimo livro de poemas, foi premiado por seu livro de contos, Anavarata, e pelo novíssimo Eco, com seus novos poemas. Sua crítica tem sido publicada, até agora, na Internet e no suplemento literário Rascunho, e apenas esparsamente. O prêmio Jordão Emereciano, que recebeu por este Transversal do Tempo, nos trouxe enfim alguns deles em edição, acrescentando mais um poeta à tradição de autores como Eliot, Borges e Paz, com quem sua ensaística revela ter pontos de contato. Aqueles que mencionei na primeira linha.

Para traçarmos um brevíssimo panorama, basta dizer que, como o título deste livro indica, a mira incide sobre um conjunto de autores separados por línguas, culturas, tradições e épocas muito diversas, que comparecem em ordem cronológica e quase sempre numa proposta monográfica em cada capítulo (a única exceção é a do capítulo em que investiga as relações entre o memorialismo de Pedro Nava e Proust). Teremos um arco que se estende de Lucrécio a Ezra Pound, e, terminando o livro, ficamos mais esclarecidos a respeito de cada um dos autores. Montaigne tem o ponto de sua curiosa individualidade, na inauguração do gênero ensaio, defendida com a convicção que encontramos nos bons leitores; Pound recebe um ensaio importante em português, sobre Mauberley; o Siglo de Oro espanhol ganha mais um leitor atento (Petronio tem trabalhado numa tese sobre Góngora).

Enfim, é disso que se trata.

Espero ter definido o traçado geral do belo livro de Rodrigo Petronio e ter cativado a sua simpatia, leitor, para com ele. Evidente que, como todo prefácio a um bom livro, este comporta um tanto de vestíbulo e redundância. De resto, não deve ter tamanho para ser enfadonho. Boa leitura.

                                                    

Dirceu Villa

                                                                 Inverno de 2002

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