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Leituras de Poesia

 

AGOSTO/2006

 

(sábado) 5 de agosto - 10 h

 

 

OBSERVATÓRIO DO POEMA 2006

– o arco , a lira e a poesia contemporânea

coordenação : Tarso de Melo

  Em 2006 comemora-se – e é, de fato, algo a ser comemorado – o 50.º aniversário de edição do riquíssimo livro El arco y la lira , do poeta mexicano Octavio Paz (1914-1998). Aproveitando a efeméride , o Observatório do poema deste ano será dedicado a uma tarefa longa , prazerosa e exigente: realizar a leitura integral dessa obra de Paz lado a lado com alguns dos principais textos sobre poesia contemporânea brasileira.

O propósito da empreitada é aprofundar as discussões sobre questões atuais que são o objeto do Observatório há 19 encontros com o auxílio propiciado pelas reflexões de um grande poeta sobre seu ofício . O famoso livro de Octavio Paz se defronta com uma questão gigantesca sobre a especificidade do poético: há um modo de dizer – a poesia que não pode ser reduzido a qualquer outro ? Para responder a tal questão, Paz recorre a uma erudição impressionante , cruza os séculos , investiga as transformações do fazer poético, mas ainda mais impressionante é a leveza com que suas idéias – e, se é possível separar , seu texto sedutor – perpassam os imensos obstáculos que se colocam diante de qualquer tentativa de reduzir a questão e confundir poesia ( jogo que não se conforma a regras ) e poema ( esse caracol onde ressoa a música do mundo ”).

El arco y la lira conta , assim , de um leque imenso de dúvidas . É estimulante o modo como sua investigação amarra passado e presente, Oriente e Ocidente , ao descobrir as profundas continuidades entre a poesia das épocas e lugares mais distantes; os cinqüenta anos que se passaram desde seu lançamento não abalam (e a leitura detida que faremos será importante para sustentar a afirmação) em nada a relevância da contribuição de Paz para a compreensão das diversas formas atuais de manifestação da poesia .

Nosso objetivo , assim , será seguir o pensamento de Paz , apreendendo criticamente o alcance de suas reflexões , para alimentar os debates sobre a produção contemporânea . Para tanto, o livro de Paz foi dividido em dez partes, cuja leitura será acompanhada, a cada mês , de um texto sobre poesia contemporânea (ensaios de caráter geral , resenhas , depoimentos de poetas) e, conseqüentemente , da leitura dos livros a que se referem tais textos (ou , ao menos , dos poemas referidos no corpo dos ensaios / resenhas ).

Se for possível, ao final , descobrir as pontes e os abismos entre o quadro pintado em El arco y la lira e a poesia que se fez no último meio século e aquela que se faz hoje , o Observatório terá dado um passo tamanho . Se for possível , então , imaginar com muita petulância e algum acerto três ou quatro linhas que Octavio Paz gostaria de somar a uma edição de seu livro no ano de 2006, terá dado um salto .  

Há uma edição nacional de O arco e a lira , lançada em 1982, mas ela atualmente é de difícil acesso : esgotou há tempos na editora e raramente aparece nos sebos . Mais fácil de encontrar é a edição original em espanhol , da Fondo de Cultura Económica ( que publica as sucessivas edições da obra desde a primeira , em 1956, e tem uma livraria em São Paulo – tel. 3672.3397). A coletânea de ensaios lançada no Brasil em 1971 sob o título Os signos em rotação que provavelmente está em catálogo e é mais fácil de encontrar nos sebos – contém seis dos quinze ensaios de Paz que enfrentaremos; além do próprio “Os signos em rotação ”, traz ainda os textos Verso e prosa ”, “A imagem ”, “A consagração do instante ”, “ Ambigüidade do romance ” e “O verbo desencarnado”.

Por fim, vale lembrar que o Observatório continua sendo um grupo aberto de debate sobre as mais diversas questões que interessam ao leitor de poesia . Pela própria natureza das discussões, não é absoluta a continuidade entre os debates mensais , nem é obrigatória a leitura prévia dos textos selecionados ( por mais que seja desejável e recomendável, para o melhor aproveitamento de nosso tempo , que sejam lidos!).


 

VII. 5 de agosto A consagração do instante

  • Octavio Paz , “A consagração do instante em O arco e a lira (pp. 225/266)
  • João Luiz Lafetá, “Traduzir-se” em A dimensão da noite (pp. 114/212)

[ escrito no início dos anos 1980, estuda longamente a obra poética de Ferreira Gullar considerada sob diversos aspectos , com destaque para suas relações com os ambientes literário e político nacionais ]

 Clique aqui (programação completa) 

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05 de agosto

 

CINECLUBE

Tema deagosto: Jacques Tati

 

 

sábado, 05 de agosto de 2006 - 16h

 

Tema mês de agosto: Jacques Tati

Meu Tio (Mon Oncle) 

Dir. Jacques Tati - 1956
116 min

O humor explode quando o excêntrico herói Monsieur Hulot de Jacques Tati deixa a ultra moderna casa de seu cunhado e vai para uma anti-séptica fábrica de tubos de plásticos. Tati dirige e estrela a segunda aparição do personagem Hulot. Uma deliciosa sátira da vida mecanizada.

Dir. Jacques Tati - 1956
116 min, França

Atores : Jacques Tai, Jean Pierre Zola, Adrienne Servantie, Lucien Fregis e Betty Schneider


 

quarta, 16 de agosto de 2006 - 15h

 

Tema mês de agosto: Jacques Tati

Meu Tio (Mon Oncle) 

Dir. Jacques Tati - 1956
116 min


 Atividade do Cineclube Alpharrabio – Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais variados aspectos do cinema. O grupo está em formação e aceita participação de interessados. Agora são quinzenais (primeiros sábados e terceiras quartas do mês)

  http://cineclubeemsantoandre.blogspot.com/

 

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sexta-feira, 11 de agosto, 19 h

 

 

ALPHARRABIO, 7LETRAS E COSAC NAIFY CONVIDAM PARA O LANÇAMENTO DE

 

 

Música Possível
de Fabiano Calixto

 

 

Céu sem dono - 100 tercetos
de  
Zhô Bertholini

 

 

 

 MÚSICA POSSÍVEL
de Fabiano Calixto
Na poesia de Fabiano Calixto, o vocabulário lírico é retirado do cotidiano e retrabalhado com intensidade. O poeta procura a "música possível" num mar de impossibilidades, sem abrir mão do risco do lirismo. Mergulha em suas raízes nordestinas, retrata o mundo familiar e afetivo e dialoga com a obra de Carlos Drummond de Andrade, John Lennon, Haroldo de Campos e Paulo Leminski. Co-edição: 7Letras.
 

CÉU SEM DONO

100 tercetos

de Zhô Bertholini

A Cigarra Edições

 

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 12 de agosto (sábado) - 16 h

 

 

 

Idéias de encontro

Pensamento Atual

 

FREUD

 

Sigmund Freud (1856-1939) médico austríaco, fundador da psicanálise entre suas obras fundamentais, A Interpretação dos Sonhos e três Ensaios sobre a teoria da sexualidade  

 

 

Convidado: Siegfried Wehr (doutor em psicologia pela USP, professor da FAENAC)

 

 

 

 

Idéias de encontro

Pensamento Atual

 

 

Como o pensamento de Sócrates, transmitido por seus discípulos, pode nos ajudar a pensar melhor sobre nossa realidade? O que as idéias de Marx ou de Freud, depois de tudo que já foi feito e desfeito com elas, têm a contribuir para o nosso tempo? Por que as meditações de Montaigne ainda são fundamentais para o nosso entendimento? Por que as obras de Paulo Freire, Florestan Fernandes, Celso Furtado e Antonio Candido ainda justificam que as busquemos por baixo das camadas e mais camadas de livros que, em tão pouco tempo, já as sucederam?

O Alpharrabio, com o apoio da Faculdade Editora Nacional (FAENAC) retoma o ciclo IDÉIAS DE ENCONTRO, agora de