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FEVEREIRO/
2005
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12
de fevereiro - sábado
-
10 h
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OBSERVATÓRIO
DO
POEMA
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Convidamos
a todos para observatório do poema”
um
grupo permanente de leitura e debate de poesia contemporânea, que se reúne na Livraria Alpharrabio. Em clima informal, os participantes
conversarão sobre alguns poemas selecionados e apresentados previamente pelo coordenador, o poeta Tarso de Melo, buscando
enriquecer a leitura dos poemas pela experiência conjunta de crítica.
observatório
do poema
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ESPECIAL
RACIONAIS
MC´S
Eu
não
sou artista. Artista faz arte, eu faço arma.Sou terrorista.
Mano
Brown
O
objetivo desta edição do Observatório
do poema é discutir duas faixas do mais recente do grupo de rap Racionais MC´S – Nada como um dia após outro dia.
As duas faixas em questão, ambas de autoria do líder do grupo, Mano Brown, são representativas do trabalho
que
tem
destacado
este
grupo
como
o
principal
no
cenário
da
chamada
“
cultura
hip-hop
”
(e
não
apenas
nela). O
estilo
musical praticado
pelo
Racionais
é marcado
pela
forte
carga
política
das
idéias
,
engajado na conscientização de uma
imensa
parcela
da
sociedade
a
respeito
da
condição
de
pobres,
negros,
jovens,
da
relação
com
a
polícia,
com
as
drogas
etc.
Mano
Brown
canta suas letras como se proferisse
acalorados
discursos
,
mas
sem
perder
de
vista
uma
certa
teatralidade
na
expressão
(fazendo
coexistir
diversos
personagens
na
forma
dialogada das
músicas
,
por
meio
da alteração de
tons
de
voz).
Neste
sentido
,
letra
e
música
(com
o
estilo
de
colagem
próprio
do
rap
)
formam
um
todo
que
é praticamente
indivisível
se tivermos
por
objetivo
compreender
profundamente
os
diversos
aspectos
das
músicas
.
Deste
modo,
a
fim
de
permitir
uma
melhor
compreensão
das longas
letras
que
seguem transcritas
abaixo,
principalmente
a
quem
ainda
não
tenha
ouvido
as
faixas
do
disco
,
no
encontro
do
Observatório
serão
ouvidas as
gravações
das duas
músicas
e,
ainda
,
exibidos
vídeos
(de “Jesus chorou”, a participação do
grupo
no
programa
Ensaio,
da TV
Cultura;
de “
Vida
Loka II”, o vídeo-clip).
O
que
se pretende, basicamente, ao
trazer
os
raps
para
debate,
num
ciclo
que
tem sido
circunscrito
à
discussão
de
poemas
na
sua
forma,
digamos, tradicional (letras
pretas
sobre
o
papel
branco),
é
chamar
a
atenção,
com
o
auxílio
das
provocações
à
leitura
que
estão ao
final,
para
as
questões
que
a
forma
de
poesia
encontrada no
rap
(a
sigla
de rhythm
and poetry:
ritmo
e
poesia)
lança
sobre
as outras formas
de
poesia.
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Letras
Racionais MC's
Provocações
à leitura
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Convidamos
a
todos
para
o
lançamento
da revista
A
Cigarra nº 39
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Há
sempre
um
modo
novo
de
observar
a
cidade
e
suas
manifestações
artísticas/
poéticas
e o graffiti é a
mais
emblemática
perante
as
discussões
de
ser
ou
não
ser
arte
.
Muitos
não
vêem
com
bons
olhos
,
outros
simplesmente
ignoram,
mas
alguns
se propõem a
contemplação
e a
reflexão
sobre
a
liberdade
e a
criatividade
desta
expressão
urbana
,
que
tanto
seduz
jovens
,
onde
cada
qual
busca
sua
identidade
dialogando
com
uma
realidade
ambígua
,
entre
inclusão
ou
exclusão
,
riscando e arriscando
seus
sprays
na possibilidade de serem ouvistos.
A
Revista
A
Cigarra
,
em
sua
edição
de nº 39/
dezembro
de 2004, abre
suas
páginas
para
que
esta
manifestação
possa
ser
sentida
,
lida
e
vivida
com
o
mesmo
encanto
dos
que
percebem “as
galerias
de
arte
a
céu
aberto
”.
Através
da
lente
de João Colovatti (1945-2001) a
poesia
também
se
faz
em
imagens
flagrantes
,
que
na
sua
atuação
de fotojornalista, “construíu
uma
obra
de
forma
instintiva
e
funcional
”.
São
de
sua
exposição
,
“
Revelações
de
um
Anti-Herói
”,
realizada
em
nov./
dez
.
de 2004 no
Salão
de
Exposições
de
Santo
André,
com
curadoria
e
pesquisa
de Marcello
Vitorino, as
fotos
apresentadas nessa
edição
.
Na
sua
totalidade
,
mais
de vinte
poetas
e
poemas
espalham-se / espelham-se
transitando
páginas
e perfazendo
vozes
entre
consagrados,
novos
e
inéditos
,
estabelecendo
assim
a
intenção
de
um
panorama
da
poesia
sem
delimitação de
fronteiras
.
Além
de uma
celebração
a
memória
de Hilda Hilst, comparece
também
a
criatividade
de Lucio Agra, Diego
Vinhas
,
Danilo Bueno,
Augusto
de
Campos
,
Cidia Peixoto, André Dick,
Hélio
Neri, Deise Assumpção,
Jean de
Oliveira
,
Lau Siqueira, Frederico Barbosa
entre
outros
,
incluindo os
editores
Jurema
Barreto de Souza e Zhô Bertholini.
Perkins
T Moreira é
quem
assina a
nova
visualidade
gráfica
compartilhando
a
edição
de 22
anos
de publicações e
invenções
d'A
Cigarra
.
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Cineclube
No
dia 23 de fevereiro de 2005, o prof. Edmundo Epifanio, dá início às
primeiras discussões do Cineclube, que a partir dessa data, passará
a funcionar todas as quartas-feiras, das 15 às 17,30h, nas dependências
da Livraria Alpharrabio.
Abaixo,
a síntese do projeto do Coordenador Prof. Edmundo:
Cineclube
- s. m.
associação
que reúne apreciadores de cinema para fins de estudo e debates e para
exibição de filmes selecionados
Etimologia:
cine- + clube
(Dicionário
Houaiss)
Objetivos
-
Iniciar
a formação de um cineclube
-
Apoiar-se
na infra-estrutura existente : TV , DVD e local
-
Definir
grupo de pessoas constante, básico de cineclube
-
Definir
atividades
Organização
-
Reuniões
semanais
-
Toda
quarta-feira , das 15:00 às 17:30hs com intervalo de 20 minutos
-
Todo
mês será feita a divulgação do programa organizado
-
Início:
dia 23 de fevereiro de 2005, considerando o início do 13º ano do
Centro Cultural Alpharrabio
Atividade
-
Reunião
de no máximo 20 pessoas
-
Uso
de TV e DVD como provocador do tema escolhido
-
Raramente
uso de filmes sem interrupção
-
Incentivar
a participação de todos presentes
-
Síntese
final de cada reunião
Organizador
-
Edmundo
Epifanio Dias, professor aposentado
-
Formação
acadêmica (USP) em História
-
Trabalhou
no "Américo Brasiliense", Museu de Antropologia (USP) e
Faculdade Metodista
-
Participação
de uso pedagógico do Cinema e cineclube
Contatos:
Alpharrabio Livraria: fone 4438-4358
e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br
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Convidamos
a
todos
para
a
Conversa
de Livraria com
LUÍS
ALBERTO DE ABREU
e
ADÉLIA
NICOLETE
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A
já tradicional
"Conversa de
Livraria", há anos
promovida pela Livraria
Alpharrabio, em Santo André,
desta feita traz Luís
Alberto de Abreu e Adélia
Nicolete para conversarem
com o público presente, além
de autografarem o livro
"Até a Última Sílaba
– O Teatro de Luís
Alberto de Abreu", por
Adélia Nicolete
recentemente publicado
dentro da Coleção Aplauso
(Imprensa Oficial).
Trata-se
de um texto que mostra a
trajetória pessoal e artística
do atuante dramaturgo, autor
de mais de 3 dezenas de peças,
escrito por Adélia (ela
também dramaturga e
roteirista, além de sua
mulher na vida real),
elaborado a partir de
entrevistas com Abreu,
habilmente escrito, de tal
maneira a não perder a
"dicção" do
biografado: "Aprendi
também que a gente escreve
o que ouve. Teatro é
oralidade e não literatura.
Outra coisa: aprendi
realmente a trabalhar em
grupo. Escrever sozinho, no
gabinete, como se diz, é
uma coisa – você demora o
tempo que quiser e, na
maioria das vezes, não tem
perspectiva de montagem. Com
um grupo é diferente: o
dramaturgo escreve quase
concomitantemente ao
trabalho do elenco, é uma
coisa muito mais viva,
porque o grupo sugere,
comenta, ri, não gosta,
cobra.".

Serviço:
"Conversa
de Livraria" com Luís
Alberto de Abreu e Adélia
Nicolete, seguida de autógrafos
do livro "Até a Última
Sílaba" (Coleção
Aplauso, R$ 9,00)
Local:
Alpharrabio Livraria
Rua
Eduardo Monteiro, 151 –
Jardim Bela Vista
Santo
André – SP fone 4438-4358
Horária:
17h - Entrada
Franca
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O Alpharrabio (a livraria e o café)
funciona no seguinte horário:
segunda a
sexta-feira, das 12 às 19h.
sábado, das
10 às 19h.
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Visite
a Livraria e o Café
Alpharrabio
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