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JUNHO
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2005
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1
de junho -
(Quarta-feira)
das 15 às 17,30h
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CINECLUBE
Atividade do Cineclube Alpharrabio
– Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais
variados aspectos do cinema. O grupo está em formação e aceita participação
de interessados.
Tema
–
Woody Allen
Filmes - Tudo
que
você
sempre
quis
saber
sobre
sexo
...
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4
de junho
- Sábado - 10 horas
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OBSERVATÓRIO
DO
POEMA
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Observatório
do
poema
[XIII]
Coordenação
:
Tarso
de Melo
Décimo
terceiro
encontro
do
grupo
aberto
de
leitura
,
que
se reúne
mensalmente
no Alpharrabio
para
discutir
, a
partir
de
um
texto
crítico
ou
teórico
escolhido previamente,
questões
importantes
para
a
compreensão
da
poesia
contemporânea
em
geral
. O
texto
em
que
se concentrará a
discussão
, desta
vez
, é “
Literatura
e
filosofia
: (
Grande
sertão
:
veredas
)”, de Benedito Nunes (
em
Teoria
da
literatura
em
suas
fontes
, 3.ª ed., v. 1, pp. 199-219, RJ:
Civilização
Brasileira
, 2002),
que
,
não
obstante
enfoque
principalmente
a prosa-poesia de Guimarães
Rosa
, perpassa
questões
teóricas – da
relação
entre
literatura
e
pensamento
–
que
interessam
frontalmente
ao
leitor
de
poesia
.
Ao
lado desse ensaio mais geral, sugiro ainda uma análise específica de
poesia feita pelo mesmo autor: “O ‘fragmento’ da juventude”
(em Leitura de poesia, de Alfredo Bosi [org.], pp. 171-190, SP:
Ática, 1996), em que Benedito Nunes se debruça sobre poema de Mário
Faustino, dando continuidade, num registro diferente, a seu viés
filosófico de crítica literária. Importante, ainda, é a leitura da
poesia de Mário Faustino; toda sua poesia foi recentemente relançada
dentro do projeto de reedição completa de suas obras, no volume O
Homem e sua Hora e outros poemas (SP: Cia. das Letras, 2002). Aliás,
este volume traz outro interessante ensaio de Benedito Nunes sobre o
autor, além do impressionante conjunto de fragmentos de que o ensaísta
destacou aquele comentado no seu texto da coletânea Leitura de
poesia. Boas leituras, abraço,
Tarso.
Para saber como adquirir o livro Teoria da literatura
em suas fontes, que reúne os ensaios que serão debatidos nos próximos
encontros, entre em contato com a livraria por telefone [4438.4358] ou
email [alpharrabio@alpharrabio.com.br]. É importante ressaltar que a
participação é livre e independente da leitura prévia dos textos
selecionados, pois as discussões não devem ser presas à letra do
ensaio, mas apenas partir de suas idéias para tentar compreender
questões que interessem a todo leitor de poesia.
observatório
do poema
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4
de junho - Sábado - 17 horas
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CULTURA
CAIPIRA
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A
propósito das comemorações das chamadas festas juninas e
caipiras -
tradicionais no mês de junho - e dos muitos equívocos
costumeiramente cometidos na abordagem da cultura caipira,
convidamos o sociólogo Prof. José de Souza Martins para nos
falar e esclarecer sobre o assunto e, a seguir, manter
com o público presente um debate.
O
Professor Martins é um estudioso do assunto, autor do
primeiro estudo sociológico que se fez no Brasil sobre música
caipira e música sertaneja.
Entre
outros trabalhos a respeito desse tema, no ano passado, o
Prof. Martins fez uma conferência em Portugal e acaba de
publicar, na Revista da USP n° 64, um longo texto que reúne
uma entrevista sobre a questão da educação rural e cinco crônicas
e comentários sobre temas da cultura, especialmente os da língua
e da linguagem, com o título
"Cultura e educação na roça, encontros e
desencontros", do qual transcrevemos alguns trechos:
“No
Brasil continuamos a pensar as populações que vivem no campo
e as populações que vivem na cidade como duas humanidades
divididas por um intransponível abismo. Ignoramos
completamente a extensa e profunda presença da cultura
camponesa e rural mesmo em metrópoles presumidas como
modernas e completamente urbanas, como São Paulo. Eu me
arriscaria a dizer que pela numerosa e densa concentração
populacional, a cidade de São Paulo é culturalmente o maior
aglomerado caipira e sertanejo do Brasil. Com a diferença de
que são pessoas culturalmente agrícolas empregadas em
atividades não-agrícolas.
Do
mesmo modo, muitos imaginam que o campo ainda é o mundo rústico
do passado. Desconhecem que o campo é profundamente ligado às
grandes cidades pelo elo vivo e ativo das migrações temporárias.
E também das visitas recíprocas de membros das mesmas famílias
distribuídas entre esses dois espaços. Como desconhecem,
igualmente, que o campo é hoje cotidianamente alcançado pelo
rádio e pela mentalidade urbana que por ele se difunde. (...)
No
encontro e no confronto da língua tupi com a língua
portuguesa nasceu o dialeto caipira, como já observaram
Amadeu Amaral e Paulo Duarte. Não só sonoridades tupi
impregnam nossa língua portuguesa. Palavras tupi se alternam
com palavras de origem latina e grega. (...) o
nheengatu, que de fato é tupi regulado pela gramática da língua
portuguesa, com inclusão de palavras espanholas e
portuguesas."
ENTRADA
FRANCA
José
de Souza Martins é sociólogo, licenciado em ciências
sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da
USP, onde fez o mestrado e o doutorado em sociologia.
Professor titular de Sociologia na USP, da mesma Cátedra que
fora de Florestan Fernandes e, antes dele, de Roger Bastide e
de Claude Lévi-Strauss. Foi Visiting Scholar do Center
of Latin American Studies da Universidade de Cambridge foi
eleito fellow de Trinity Hall e titular da Cátedra
Simon Bolivar da mesma Universidade. Em 1996 foi nomeado
membro, pelas Américas, da Comissão de Curadores do Fundo
Voluntário da ONU sobre Formas Contemporâneas
de Escravidão. Entre outras obras publicou: SCS em
IV Séculos de História (1957); Conde Matarazzo: O
Empresário e a Empresa (1967); A Imigração e a Crise
do Brasil Agrário (1973); Capitalismo e
Tradicionalismo (1975); Sobre o Modo Capitalista de
Pensar (1978); O Cativeiro da Terra (1979); Expropriação
e Violência (1980); Os Camponeses e a Política no
Brasil (1981); Militarização da Questão Agrária no
Brasil (1984); Não Há Terras para Plantar neste Verão
(1986); Reforma
Agrária e os Limites da Democracia na Nova República
(1986); Caminhando no Chão da Noite (1989); Subúrbio
(1992); A Chegada do Estranho (1993);
Exclusão Social e Nova Desigualdade (1997); Fronteira
(1997); Diário de Fim de Século (1998). Publicou também
um trilogia que começou a ser escrita quando ele estava em
Cambridge, na Cátedra Simon Bolívar, em 1993-1994, composta
pelos livros O Poder do Atraso
(Ensaios de sociologia da história lenta) Hucitec, 1994;
Reforma Agrária: o Impossível Diálogo [Edusp,
2000) e A Sociedade
Vista do Abismo - Novos estudos sobre exclusão, pobreza e
classes sociais. (Editora Vozes, 2002).
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8 de
junho -
(Quarta-feira)
das 15 às 17,30h
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CINECLUBE
Atividade do Cineclube Alpharrabio –
Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais
variados aspectos do cinema.
http://edepdiaz.blog.uol.com.br
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11
de junho - Sábado - 16 horas
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CINEMA
BRASILEIRO ATUAL:
CULTURA
E SOCIEDADE
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Filme
que será exibido: neste sábado, 11.06, às 16h,
"O
que é isso, companheiro?", de
Bruno Barreto, debate
coordenado pelo Prof.
Humberto Pereira da Silva
Coordenador:
Prof. Humberto Pereira da Silva
Debatedores: Profa.
Marcia Kay e o Prof. Carlos Bauer
Marcia
Kay
é
mestre pela PUC/SP, professora universitária, atuando na formação
de professores das redes públicas de ensino.
Carlos
Bauer
é
doutor em História Econômica pela USP e professor universitário,
militante político desde os anos setenta, participando da luta
contra a ditadura e pelas liberdades democráticas. É também
escritor com várias obras dirigidas ao público infantil e para o
público adulto
Humberto
Pereira da Silva
Doutor
em filosofia da educação pela USP, é professor de filosofia e
de sociologia no ensino superior; iniciou recentemente um
trabalho de pós-doutorado em estética. Desenvolve também
as atividades de crítico de cinema e de colunista de cultura em
órgãos como Revista de Cinema, Trópico e Digestivo Cultural.
O
Ciclo “Cinema
Brasileiro Atual: Cultura e Sociedade”, realizado em dezembro
do ano passado com a exibição e debates dos filmes “O
Invasor” e “Bicho de Sete Cabeças”, em março com o filme
“Central do Brasil”, em abril com o filme "Cidade de
Deus", em maio com o filme "Cronicamente
inviável" e neste sábado com O que é isso,
companheiro?.
A idéia
do prof. Humberto Pereira da Silva, coordenador do ciclo, é
propiciar debates sobre os filmes recentes do chamado Cinema da
Retomada.
Alguns
questões que serão abordadas: na década de 60, o Cinema
Novo incorporou cinema, cultura e sociedade para discutir os
rumos do país, isso acontece no cinema da Retomada? Na década
de 60 os filmes tinham um perfil "cabeça", para
iniciados, portanto, os filmes atuais dialogam de forma mais
tranqüila com o grande público? Os filmes da
Retomada refletem os grandes debates sociais dos dias de hoje?
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O
Que É Isso
Companheiro? |
Título
Original:
O Que É Isso, Companheiro?
Gênero:
Drama
Origem/Ano:
BRA/1997
Duração: 105
min
Direção:
Bruno Barreto
Elenco:
Sinopse:
Adaptação baseada no livro
homônimo escrito por
Fernando Gabeira, que
integrou um grupo de
esquerda que seqüestrou um
Embaixador Americano no
Brasil na época da
ditadura.
Nos idos de 69, jovens
estudantes que entraram para
a clandestinidade durante o
regime militar empreendem
ousado golpe: o seqüestro
do embaixador americano no
Brasil. A tensão aumenta
enquanto eles esperam a
resposta do Governo às suas
exigências. Concorreu ao
Oscar de melhor filme
estrangeiro.
Em 1964, um golpe militar
derruba o governo democrático
brasileiro e, após alguns
anos de manifestações políticas,
é promulgado em dezembro de
1968 o Ato Constitucional nº
5, que nada mais era que o
golpe dentro do golpe, pois
acabava com a liberdade de
imprensa e os direitos
civis. Neste período vários
estudantes abraçam a luta
armada, entrando na
clandestinidade, e em 1969
militantes do MR-8 elaboram
um plano para seqüestrar o
embaixador dos Estados
Unidos (Alan Arkin) para
trocá-lo por prisioneiros
políticos, que eram
torturados nos porões da
ditadura.
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15
de junho - (Quarta-feira)
das 15 às 17,30h
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CINECLUBE
Atividade do Cineclube Alpharrabio
–
Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais
variados aspectos do cinema.
Tema
–
Imagem
Falsa
Filmes
-
Forrest Gump e Zelig
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16
de junho
- (Quinta) às 17h
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“Revivescências”
Uma
conversa com o sindicalista e
memorialista Philadelpho
Braz dá prosseguimento ao ciclo
iniciado em março.
Ciclo, do qual
participam artistas,
escritores e moradores antigos da região
como depoentes, tem por finalidade
registrar vivências e aspectos da cidade
pela ótica de seus moradores. Uma
cartografia da memória que deverá ser
gravada e posteriormente publicada em
cadernos.
Philadelpho
Braz nasceu em 29 de junho de 1926 em
Sales de Oliveira (SP). Reside em Santo
André desde 1939. Trabalhou na
metalúrgica Fichet durante 29 anos.
Participou
intensamente da vida sindical nas décadas
de 50 e 60. Em luta pelo restabelecimento
das liberdades democráticas, foi preso
político em 1961. Teve o seu mandato de
diretor cassado, junto com os demais
membros da diretoria do Sindicato dos
Metalúrgicos de Santo André, em 1962,
quando o sindicato ficou sob
intervenção. Hoje coordena o Gipem, do
qual é membro fundador.
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22
de junho -
(Quarta-feira)
das 15 às 17,30h
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CINECLUBE
Atividade do Cineclube Alpharrabio –
Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais
variados aspectos do cinema.
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25
de junho - Sábado - 19 horas
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Sarau
Poético-musical: Criação toca Emoção
idealizado
e coordenado por
Christiane Polo e Hugo Fonseca.
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Sarau
Poético-musical:
Criação
toca
Emoção
“Sabes
que poesia (poiesis) é algo de múltiplo; pois toda
causa de qualquer coisa passar do não-ser ao ser é
‘poesia’, de modo que as confecções de todas as artes são
‘poesias’, e todos os seus artesãos poetas (poietés)”.
Platão, O Banquete.
A
idéia de organizar um sarau poético-musical, que reunisse
amigas e amigos da poesia e da música, arvorou-se da paixão
comum que os organizadores nutrem por ambas estas dimensões artísticas.
A
relevância de tal idéia dá-se não somente pelo gosto comum
do casal, mas, principalmente, porque deste vislumbrou-se um
projeto que se pretende agregador de admiradores das expressões
poéticas e musicais da arte. Sensibilizada com essa proposta,
Dalila Teles Veras abraçou de bom grado esse primeiro
experimento e disponibilizou o espaço do Alpharrabio,
para a realização do I Sarau
Poético-musical:
Criação
toca Emoção,
a se realizar no dia 25 de junho, a partir das 18:00.
Como
se trata de um encontro fundamentalmente artístico, o viés
deste intento não poderia ser outro senão a conjugação do fazer,
do conhecer e do exprimir, com as contribuições
dos participantes, administradas pelo cronograma proposto, a
saber:
1.
Acolhida;
2.
Primeiras
expressões;
3.
Apresentações
musicais e poéticas;
4.
Pausa;
5.
Primeiras
impressões;
6.
Apresentações
poéticas e musicais;
7.
Despedida
poético-musical.
É
com alegria que estendemos o convite para todos os que desejarem
compartilhar conosco de uma idéia que se fez projeto criativo,
expositivo e de apreciação artística.
Por
Christiane Polo e Hugo Fonseca.
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29
de junho -
(Quarta-feira)
das 15 às 17,30h
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CINECLUBE
Atividade do Cineclube Alpharrabio –
Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais
variados aspectos do cinema.
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O Alpharrabio (a livraria e o café)
funciona no seguinte horário:
segunda a
sexta-feira, das 12 às 19h.
sábado, das
10 às 19h.
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Visite
a Livraria e o Café
Alpharrabio
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