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Leituras de Poesia

 

SETEMBRO/2006

 

(sábado) 2 de setembro - 10 h

 

 

OBSERVATÓRIO DO POEMA 2006

– o arco , a lira e a poesia contemporânea

coordenação : Tarso de Melo

  Em 2006 comemora-se – e é, de fato, algo a ser comemorado – o 50.º aniversário de edição do riquíssimo livro El arco y la lira , do poeta mexicano Octavio Paz (1914-1998). Aproveitando a efeméride , o Observatório do poema deste ano será dedicado a uma tarefa longa , prazerosa e exigente: realizar a leitura integral dessa obra de Paz lado a lado com alguns dos principais textos sobre poesia contemporânea brasileira.

O propósito da empreitada é aprofundar as discussões sobre questões atuais que são o objeto do Observatório há 19 encontros com o auxílio propiciado pelas reflexões de um grande poeta sobre seu ofício . O famoso livro de Octavio Paz se defronta com uma questão gigantesca sobre a especificidade do poético: há um modo de dizer – a poesia que não pode ser reduzido a qualquer outro ? Para responder a tal questão, Paz recorre a uma erudição impressionante , cruza os séculos , investiga as transformações do fazer poético, mas ainda mais impressionante é a leveza com que suas idéias – e, se é possível separar , seu texto sedutor – perpassam os imensos obstáculos que se colocam diante de qualquer tentativa de reduzir a questão e confundir poesia ( jogo que não se conforma a regras ) e poema ( essecaracol onde ressoa a música do mundo”).

El arco y la lira conta , assim , de um leque imenso de dúvidas . É estimulante o modo como sua investigação amarra passado e presente, Oriente e Ocidente , ao descobrir as profundas continuidades entre a poesia das épocas e lugares mais distantes; os cinqüenta anos que se passaram desde seu lançamento não abalam (e a leitura detida que faremos será importante para sustentar a afirmação) em nada a relevância da contribuição de Paz para a compreensão das diversas formas atuais de manifestação da poesia .

Nosso objetivo, assim, será seguir o pensamento de Paz , apreendendo criticamente o alcance de suas reflexões , para alimentar os debates sobre a produção contemporânea . Para tanto, o livro de Paz foi dividido em dez partes, cuja leitura será acompanhada, a cada mês, de um texto sobre poesia contemporânea (ensaios de caráter geral, resenhas, depoimentos de poetas) e, conseqüentemente, da leitura dos livros a que se referem tais textos (ou, ao menos, dos poemas referidos no corpo dos ensaios / resenhas ).

Se for possível, ao final, descobrir as pontes e os abismos entre o quadro pintado em El arco y la lira e a poesia que se fez no último meio século e aquela que se faz hoje, o Observatório terá dado um passo tamanho. Se for possível, então, imaginar com muita petulância e algum acerto três ou quatro linhas que Octavio Paz gostaria de somar a uma edição de seu livro no ano de 2006, terá dado um salto.  

Há uma edição nacional de O arco e a lira, lançada em 1982, mas ela atualmente é de difícil acesso: esgotou há tempos na editora e raramente aparece nos sebos . Mais fácil de encontrar é a edição original em espanhol , da Fondo de Cultura Económica ( que publica as sucessivas edições da obra desde a primeira , em 1956, e tem uma livraria em São Paulo – tel. 3672.3397). A coletânea de ensaios lançada no Brasil em 1971 sob o título Os signos em rotação que provavelmente está em catálogo e é mais fácil de encontrar nos sebos – contém seis dos quinze ensaios de Paz que enfrentaremos; além do próprio “Os signos em rotação ”, traz ainda os textosVerso e prosa”, “A imagem”, “A consagração do instante”, “Ambigüidade do romance” e “O verbo desencarnado”.

Por fim, vale lembrar que o Observatório continua sendo um grupo aberto de debate sobre as mais diversas questões que interessam ao leitor de poesia . Pela própria natureza das discussões, não é absoluta a continuidade entre os debates mensais, nem é obrigatória a leitura prévia dos textos selecionados ( por mais que seja desejável e recomendável, para o melhor aproveitamento de nosso tempo, que sejam lidos!).


 

VIII. 2 de setembro Ambigüidade do romance

  • Octavio Paz , “ Ambigüidade do romance em O arco e a lira (pp. 267/282)
  • Octavio Paz , “ Poesia , Sociedade , Estado em O arco e a lira (pp. 351/360)
  • Vera Lins, “ Poesia e tempos sombrios em Cacto , n. 2 (pp. 72/84)

[ estudo sobre o caráter sombrio ” de parte da produção poética contemporânea , como na obra de Claudia Roquette-Pinto, Age de Carvalho e Sebastião Uchoa Leite ]  

 Clique aqui (programação completa) 

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06 de setembro (quarta)

 

CINECLUBE

Tema de setembro: Violência

 

 

quarta, 06 de setembro de 2006 - 15h

 

Tema mês de setembro Violência

O Homem do Ano 

Dir. José Henrique Fonseca - 2002
116 min

Uma ingênua aposta entre amigos transforma um homem comum em um assassino e herói de toda uma cidade. Com Murilo Benício, Cláudia Abreu, Natália Lage, Jorge Dória, André Gonçalves e Mariana Ximenes.


 Atividade do Cineclube Alpharrabio – Cinéfilos, coordenados pelo prof. Edmundo Epifanio, conversam sobre os mais variados aspectos do cinema. O grupo está em formação e aceita participação de interessados. Agora são quinzenais (primeiras  e terceiras quartas do mês)

  http://cineclubeemsantoandre.blogspot.com/

 

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quinta, 14 de setembro, 18h30

 

 

Lançamento de Livro:

 

Comentários à Lei dos Consórcios Públicos

 (Lei Federal no. 11.107, de 6.4.2005) - Gestão associada e cooperação interfederativa

de Vladimir Alves

 

A obra procura traduzir as linhas gerais a respeito das formas de associativismo em matéria de gestão pública na busca de objetivosde interesse comum dos entes federados.

 

"Em boa hora veio a lume o regramento disciplinador da estrutura e do funcionamento dos consórcios públicos, assim como, em boa hora, Vladimir Alves oferece ao mundo jurídico brasileiro - em caráter, pode-se dizer, pioneiro - os precisos e bem lançados comentários que compõem a presente obra.

(...)

Como se vê, o autor foi extremamente bem sucedido no propósito de associar à segurança do jurista,  a objetividade do homem de imprensa, resultando desta feliz união, trabalho de expressiva densidade técnica e, ademais, de leitura agradável e fluente" 

Eduardo Domingos Bottallo, no Prefácio da obra

 

Vladimir Alves é advogado, consultor jurídico do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e sócio do escritório Vladimir Alves Advogados Associados.

 

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 16 de setembro (sábado) - 16 h

 

 

Idéias de encontro

Pensamento Atual

 

 

FLORESTAN FERNANDES

 

 

 

 

Florestan Fernandes (1920 – 1995)  

 

(Sociólogo, começa a escrever no final dos anos 40 e ao longo de sua vida publicou mais de 50 livros e centenas de artigos,  é autor, entre outros, Organização Social dos Tupinambá (1949); A Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá (1952); Fundamentos Empíricos da Explicação Sociológicas (1959); A Revolução Burguesa no Brasil (1975).

 

Convidado: João Carlos de Morais 

(doutor em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-SP, Coordenador do Núcleo de Pesquisa Institucional em Desenvolvimento Regional da FAENAC)

 

 

 

 

 

Idéias de encontro

Pensamento Atual

 

 

Como o pensamento de Sócrates, transmitido por seus discípulos, pode nos ajudar a pensar melhor sobre nossa realidade? O que as idéias de Marx ou de Freud, depois de tudo que já foi feito e desfeito com elas, têm a contribuir para o nosso tempo? Por que as meditações de Montaigne ainda são fundamentais para o nosso entendimento? Por que as obras de Paulo Freire, Florestan Fernandes, Celso Furtado e Antonio Candido ainda justificam que as busquemos por baixo das camadas e mais camadas de livros que, em tão pouco tempo, já as sucederam?

O Alpharrabio, com o apoio da Faculdade Editora Nacional (FAENAC) retoma o ciclo IDÉIAS DE ENCONTRO, agora dedicado a palestras sobre o PENSAMENTO ATUAL de autores cujas idéias tiveram repercussão mundial, ajudará você a lidar com essas perguntas que muitos têm feito, num momento em que, cada vez mais, tudo o que parecia sólido se desmancha no ar...

Filosofia, política, educação, literatura, enfim, a vida e tudo o que foi objeto da reflexão desses pensadores mudou depois deles. E nossos convidados, todos eles acostumados à profunda convivência com as obras desses autores, apresentarão ao público e debaterão as principais idéias que eles defenderam, buscando revelar o quanto há de atual, de vivo, de (ainda) perturbador no que disseram.

Além de ser uma grande oportunidade para aprender sobre alguns dos principais pensadores de todos os tempos, o ciclo será um estímulo à reflexão mais firme, mais profunda, com olhos mais abertos, sobre nossas próprias questões.